Resenhas

[Resenha] Contos de Fadas (Vários autores) – Editora Zahar

Esta edição de bolso apresenta histórias infantis em suas versões originais, sem adaptações, com autoria de Grimm, Perrault e Andersen, entre outros. São contos de fadas, bruxas, princesas, encantamentos e finais felizes.

Sinopse do Skoob

Havia alguns meses que essa belíssima edição de bolso da Editora Zahar estava encostada na minha estante. Mês passado, como quem não quer nada, resolvi finalmente lê-la, já que a leitura rápida não iria tomar muito do meu já reduzido tempo.
E, definitivamente, não tomou. Devorei o livro em poucos dias, levando-o inclusive ao banco para ficar lendo (!). A experiência de ler, contudo, o escrito original dos contos de fadas que povoaram a nossa infância foi uma experiência que transitou entre o agradável, o nostálgico e o espanto. Sim, espanto, pois como sou cria da Disney e das inúmeras adaptações que correm mundo a fora, não reprimi o susto ao me deparar com a “real” faceta dos contos de fadas.
“Real” porque, como todos sabem, esses contos são fruto de uma tradição oral e, portanto, não há um registro de quem de fato os criou (excetuo dessa categoria o Andersen, que, como o próprio livro explica, reivindicava a autoria da sua obra, embora o escritor admitisse que houvesse buscado inspiração nas histórias da sua infância). O trabalho não só desses escritores (como também de muitos outros) foi o de coletar e registrar, embora alguns o fizessem com ou sem fidelidade à versão original.
Voltando a ponto anterior. Mesmo tendo alguma noção do que me aguardava, não consegui deixar de ficar espantada no decorrer da leitura. Chego a alegar que foi meio chocante ver a versão de “Chapeuzinho Vermelho” feita pelo Perrault, o final surpreendente de “Rapunzel” e o conto d’A Pequena Sereia – que não só me deixou embasbacada, como também arrasada. Em certos contos, não há economia de sangue ou crueldade (vide ‘O Pequeno Polegar” e “Barba Azul”). Ainda assim, a experiência é única e não deixa de causar aquela sensação gostosa de saudosismo.
Sobre as ilustrações, eu poderia passar horas dissertando sobre a beleza das mesmas, mas acho que só vocês vendo para poder constatar a primorosa seleção de imagens que os editores fizeram. Os desenhos são fantásticos, mas ressalto aqui dois dos ilustradores que mais me encantaram: Gustave Doré e Arthrur Rackham.
Concluo afirmando que essa edição merece ser lida e ser tida em casa. Porque, para relembrar aquele momento gostoso da infância, nada como usar o clássico “Era uma Vez”.

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No Comments

  • Reply Sarah Fortes janeiro 8, 2013 at 5:42 pm

    Eu tenho esse livro na minha estante!

    Concordo,é uma edição belíssima, do jeito que faz crianças e adultos ter curiosidade de ler.E bem prática mesmo.

    Adorei a resenha gêmea! :3

  • Reply Rebeca Bento janeiro 9, 2013 at 1:39 pm

    Quero ler esse livro!

    • Reply Kami janeiro 14, 2013 at 3:37 pm

      Ele é um amorzinho, Becks! Super vale a pena!

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