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[Resenha] A Última Princesa – Fábio Yabu (Galera Record)

Banida de seu lar por um feiticeiro, a Última Princesa de um reino encantado acabou esquecida pelo próprio povo e passa os dias sofrendo com as saudades da terra natal. Mas um novo mundo lhe é apresentado pelo misterioso inventor Alberto, que tem a pretensão de construir uma máquina mágica. Por meio dela a princesa poderá ter a chance de se libertar da maldição, se também for capaz de enfrentar seus medos.

A Última Princesa, de Fábio Yabu, narra a história de uma Princesa que, banida de sua terra natal por uma maldição, sofre diariamente pela saudade do seu reino de origem. Ela até tenta levar uma vida normal com seu Príncipe Encantado e cultivando camélias, mas a nostalgia está sempre ali, torturando-a. Porém, um inventor e grande amigo seu, de nome Alberto, faz-lhe uma visita em um dia e surge com um projeto inusitado: a Ave de Rapina, uma invenção que permitirá a princesa voltar para casa.

– Sabe, Princesa… de certa forma, uma maldição é como uma invenção: para funcionar, você precisa acreditar nela

Embora contenha 20 capítulos, o livro é curtinho e é possível lê-lo em um dia. Os capítulos dividem-se em dois momentos temporais, mesmo que essa alternância não seja exatamente uma regra: em um momento, vemos a princesa em seu exílio e, no outro, é narrada a sua e a história da sua família, contando o que aconteceu para que a protagonista fosse banida de seu reino. A edição é um primor. As ilustrações estão espalhadas pelas páginas, enfeitando o texto. Os personagens desenhados não possuem rostos (o que, a meu ver, foi uma sacada genial). E, ao fim do livro, há uma sessão especial contendo fotos daqueles que inspiraram o autor a criar a sua história, além de uma nota explicativa do mesmo.
A ideia de Fábio Yabu foi maravilhosa. Ele recriou a História do Brasil de uma forma mágica, suave e delicada em uma linguagem apropriada para o público infanto-juvenil. Acredito que esta é uma ótima maneira de aproximar esses leitores (que, em sua maioria, ainda estão no ensino fundamental/médio) da disciplina. O interesse em conhecer o que aconteceu na realidade vai surgir e isso criará entre o jovem e a matéria um vínculo, o que tornará o estudo mais prazeroso. Porém, para mim, que terminei a escola há três anos, o livro causou uma gostosa sensação de nostalgia, além do próprio prazer da leitura. Foi quase impossível não lembrar o meu terceiro ano e aquela correria absurda para o vestibular. E foi com muita saudade que me recordei do meu professor de  História, que não nos ensinava, mas narrava como um exímio contador os fatos que marcaram o Brasil.
Recomendo o livro a todos: crianças, adolescentes, adultos e pais. Porque todos vocês conhecem a Princesa. Só não se lembram dela.

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No Comments

  • Reply Laize dezembro 28, 2013 at 2:49 pm

    Gostei muito da ilustração da capa, vou ler esse livro concerteza

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