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[Resenha] Lola e o Garoto da Casa ao Lado – Stephanie Perkins

A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.

O meu interesse por Lola surgiu, primeiramente, por causa da capa. Preciso confessar que achei uma verdadeira gracinha a menina de cabelo bicolor e olhos gigantes, que mais lembrava uma boneca tamanho GG, com a cabeça encostada no ombro do rapaz. É uma imagem bem delicada, o que muito me agradou.
E, no meu aniversário passado, uma amiga me presenteou com o livro. Li-o em apenas quatro dias, para aliviar a cabeça cheia de teoremas linguísticos e literários.
O livro narra a história de Lola, uma adolescente de estilo incomum e irreverente que namora um cara cinco anos mais velho, tem pais gays e um grande trauma. Seus maiores desejos são ir ao baile de formatura vestida à Maria Antonieta, ter o seu relacionamento aceito pela família e nunca mais ver os gêmeos Bell. Porém, com o decorrer das páginas, parece que alguns de seus desejos estão bem difíceis de se realizar.
A escrita do livro e simples e juvenil e a história, leve e divertida, embora eu não tenha recebido o enredo com tanta empolgação. Apesar do seu estilo peculiar, Lola não foi uma personagem que me cativou. Acredito que a autora poderia ter trabalhado também outras características da personagem que não fossem apenas os seus medos e anseios amorosos. Cricket também não foi um personagem que me impressionou, ainda que eu tenha gostado do seu perfil. Quem realmente ganhou minha afeição foram os pais de Lola, Andy e Nathan, todos cheios de cuidados. Gostei mais ainda de Andy e imaginei como seria gostoso comer um de seus bolinhos.
A surpresa maior foi ver os personagens de Anna e o Beijo Francês como coadjuvantes no livro. Eu ainda não li o primeiro trabalho de Perkins e preciso admitir que fiquei curiosa para conhecer a história de Anna e St. Clair (que ganhou totalmente o meu coração!).
Apesar da história de Lola não ter me cativado tanto, ela veio no momento certo. Porque, para aliviar os estresses de um final de semestre da faculdade, nada melhor do que ler uma história de amor cheia de altos e baixos, com uma protagonista indecisa e que vive se metendo em encrenca.

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