Diario

[Diário] Out There: quando Paul McCartney pisou em Fortaleza

(Imagem tirada da página Paul in Brazil)

Devo salientar que este post deveria ter saído na sexta feira, mas eu ainda estava tão elétrica e emocionada com os fatos da quinta que nem mesmo consegui dormir. Só agora, depois de recuperada da estafa e da emoção, pude organizar em palavras como foi a minha noite no show do Sir Paul McCartney – e que por sinal, foi a apresentação da minha vida.
Começo dizendo que houve, por um momento, a possibilidade de não ir ao show e tudo por causa do meu cartão de crédito, cujo limite é curto. Entrei em desespero e fiquei extremamente triste, matutando: “Paul McCartney está vindo e eu não irei vê-lo”. Passei cerca de uma semana acreditando piamente que não conseguiria comprar meu ingresso, mas, depois que a venda normal foi liberada, a alegria veio de novo. Quando a compra foi finalizada e minha entrada garantida, olhei para a tela do computador e fiquei: “É sério? Isso é realmente real?”

Na quinta feira, 9, eu não conseguia pensar em outra coisa. Não caía a ficha de que faltava pouco para o evento e, muito menos, de que Paul McCartney estava em Fortaleza. Pela primeira vez, algum artista de meu gosto aportava em terras cearenses e eu tinha a oportunidade de prestigiar a sua apresentação (porque, quando o The Calling veio em 2003, eu tinha 10 anos e minha mãe nunca iria ao show comigo). Horas antes,  comprei o chamado “Expresso Bagulho” (leia-se: batatinhas, chocolate, tubinhos Fini) para eu e meus amigos irmos beliscando até a hora derradeira, em que entraríamos no Castelão e diríamos adeus à comida. Saí de casa com o Ivo às três horas e fomos até à casa do Cadu e do Pedro. De lá, partimos umas quatro e pouco e nem preciso dizer que pegamos congestionamento. Foram cerca de duas horas dentro do carro, escutando música, comendo besteira e conversando bobagem. Não quero reclamar do grande transtorno que foi chegar à arena porque acredito que todos os momentos da noite se sobressaíram. Mas que rolou um estresse básico, ah isso rolou!

(Castelão enchendo, pouco tempo antes da entrada do DJ)

(O quarteto fantástico esperando pelo Macca)

Foi a primeira vez, também, que vi o Castelão e preciso dizer que fiquei encantada. Toda a estrutura dele é belíssima e me senti super confortável. Exceto, claro, pela ansiedade maluca de ver o Macca entrando em cena. Foram algumas horas até o início do show, tempo esse usado para esperarmos o Ivo e o Pedro comprarem nossos sanduíches e para percebermos como, lentamente, pista e arquibancadas enchiam. Às nove horas (horário previsto para o início da apresentação), eu já estava em cólicas. Fiquei gritando com o Pedro: “Paulim, cadê tu, mah?”, enquanto o vídeo com imagens do Paul e de todos os Beatles juntos rolava pelo telão. Às nove e meia, quando tudo ficou escuro, o estádio foi à loucura. E quando o Paul entrou em cena, a única coisa que eu sabia fazer era gritar. (inclusive, fiz uma gravação da entrada dele, mas me recuso a divulgá-la porque meus gritos são terminantemente perigosos à audição alheia).
O show em si foi indescritível, mas o momento em que o Paul pisou o palco, para mim, conseguiu ser o ponto alto por um motivo bem simples: estava à minha frente, a poucos metros, um dos caras que integrou uma das maiores bandas do mundo. Bem “pertinho de mim”, havia um dos Beatles, um dos criadores das músicas que marcaram minha infância, adolescência e que continuam acompanhando a minha trajetória. Paul McCartney carrega consigo um peso histórico sem tamanho e ali estava ele, num palco tão próximo que chegava a doer. Quando a sua imagem se projetou no telão, meus nervos entraram em colapso. Aquilo era real, não apenas um desejo meu projetado como que por magia. Eu estava perto de um dos integrantes de um dos meus conjuntos musicais mais queridos.
Tenho quase total certeza de que estive bem próxima de uma desidratação, de tanto que suei e chorei. Eu me desmanchava em lágrimas com “All My Loving”, “My Valentine”, “The Long and Winding Road” (música que lembra e muito a minha mãe) e “Blackbird”. Levantei meu celular em “Let it Be”, abracei meus amigos e cantamos várias músicas assim, brinquei com meus balõezinhos verde e amarelo em “Hey Jude” e pirei bonito em “Helter Skelter” e “Live and Let Die”. Tantas faixas que me eram conhecidas há anos, tantas lembranças voltando… Emoções tão fortes e grandiosas que são difíceis serem descritas. E tudo isso proporcionado pela figura carismática de Paul McCartney, cuja simpatia só fazia crescer a minha vontade de abraçá-lo <3
Voltei para casa extasiada, cheia de amor e ainda elétrica. Só consegui dizer uma coisa após o show e reutilizo as minhas palavras para encerrar este post:

Eu realmente queria ter palavras para definir o que foi o show do Paul McCartney, falar do seu vigor aos 70 e poucos anos e de toda a beleza que foi o espetáculo. Mas eu penso nas lágrimas que derramei, na minha garganta doída e nas roupas molhadas e ainda não consigo encontrar nada que possa explicar a magnitude da apresentação do Sir. Foi simplesmente incrível.
Obrigada aos meninos que estiveram comigo e pelas músicas que cantamos juntos (Blackbird, Let it Be, Yesterday e por aí vai). Vocês tornaram tudo mais brilhante.

Até o próximo show, pessoal <3

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No Comments

  • Reply Lorena Rocco junho 9, 2013 at 7:30 pm

    Minha amiga foi para esse show. Tá meio pirada até agora. hahahaha

    Não curto muito Beatles e Cia. Acho bacana, mas não sou fã.

    ;*

    • Reply Kamile Girão junho 10, 2013 at 12:41 am

      Foi muito perfeito, Lorena. Senti uma felicidade indescritível, então entendo bem como sua amiga está xD
      Obrigada pela visita!

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