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[Especial] Top 10 de filmes favoritos

Meu principal critério para gostar ou não de um filme será sempre a história e o efeito catártico que ela me causa. Não tem outra: se eu me envolver com a película a ponto de, ao fim dela, sair com outra visão de mundo ou extremamente mexida, com certeza essa obra entrou para a lista de favoritos. E, como todo favorito, irei rever o filme quantas vezes for necessário, sempre analisando um ou outro detalhe que passou despercebido.
É difícil eu dizer quais são meus dez filmes favoritos porque sempre tenho a impressão de que estou esquecendo algum.  Ainda assim, consegui fazer a lista :) Espero que gostem!

10) Da Magia à Sedução (1998)

Esse cheira aos filmes noturnos do SBT! Quem nunca assistiu ao fofo Da Magia à Sedução? Com duas atrizes de potencial (Sandra Bullock e Nicolle Kidman), a história das irmãs Owens me conquistou muito rápido e com poucos ingredites: magia, comédia e romance. O filme é uma delícia, marcou minha pré-adolescência e não canso de vê-lo (e nem de sonhar em tomar, algum dia, uma marguerita à meia noite!).

9) Gilbert Grape – Aprendiz de Sonhador (1993)

Costumo dizer que esse é um dos meus filmes favoritos do Johnny Depp, principalmente porque o ator retrata um personagem humano e sem as “esquisitices” que o vemos abusar nos cinemas. Gilbert Grape é um filme tocante e chega a ser desesperador. O protagonista, retratado por Johnny, é um rapaz que tem a árdua tarefa de levar adiante a família após a morte do pai: a mãe obesa, as irmãs relapsas e o irmão deficiente mental, brilhantemente retratado por Leonardo di Caprio. Como qualquer jovem da sua idade, Gilbert sonha em transformar o seu dia-a-dia, tornando-o mais leve. Suas obrigações são muitas e não é à toa que há momentos em que ele perde a cabeça.
Foco para a interação entre Depp e di Caprio. A dupla super funcionou!

8) Inquietos (2011)

Um filme de extrema sensibilidade, com personagens únicos e cativantes. Não há palavras exatas para descrever toda a delicadeza de Inquietos. Tudo na obra é lindo: a história, os cenários, as tomadas, as cores… Sim, o final é previsível, mas ele ainda consegue te surpreender e te fazer desidratar. É o tipo de película que, quando acaba, você sente que algo mudou na sua visão de mundo.
Enoch é um adolescente problemático. Criado por uma tia após o falecimento dos seus pais, sua vida virou um isolamento e seu único amigo é um kamikaze morto na Segunda Guerra Mundial. Aficionado por ideias e morte, o garoto vive frequentando velórios de pessoas desconhecidas. É num desses que ele acaba encontrando Annabel, uma menina que adora pássaros e que tem alguns planos para a sua vida. (e eu não posso falar mais porque senão, solto spoiler!)
7) Garota Interrompida (1999)

A primeira vez que vi Garota Interrompida foi na Globo, quando eu tinha nove anos. Muito nova na época, fiquei bem assustada com o filme, mas instigada. Havia muita coisa ali que minha mãe nunca havia me explicado (como o porquê de uma pessoa precisar ser internada num hospital psiquiátrico, suicídio, lesbianismo). Alguns anos depois, assisti ao filme novamente e a sensação não mudou: continuei surpresa com as cenas mais uma vez.
Garota Interrompida retrata a história de uma  jovem que foi diagnosticada com Transtorno Boderline nos anos 60. Na época, como os especialistas não sabiam tratar certos tipos de problemas psicológicos, a alternativa mais viável era encaminhar essas pessoas a hospitais psiquiátricos. Lá, Susanna (a moça em questão) começa a se relacionar com outras pacientes e a entrar no mundo delas. Juntas, as garotas arquitetam planos para escapar do hospital. Destaque para Angelina Jolie na pele da sociopata Lisa.

6) Edward Mãos de Tesoura (1990)

Diferentemente de grande parte das pessoas da minha geração, eu não vi Edward Mãos de Tesoura quando era criança  (sim, eu não assistia à Sessão da Tarde porque minha mãe me obrigava a estudar nesse horário. E sim, isso foi antes dos meus oito anos de vida). Eu já era uma “coroa” de dezesseis quando ganhei o DVD da minha amiga e nem preciso dizer que fiquei completamente encantada, né? O Edward é lindo (não apenas porque é interpretado pelo Depp, COF, COF), o tipo do personagem que não dá para não se apaixonar por ele. E não importa se ele é bizarro ao melhor estilo Tim Burton: toda a inocência dessa espécie de Frankenstein é motivo suficiente para encantar. ♥
(Lembrei agora que a minha mãe me disse que tinha agonia do Edward. Será por isso que eu não vi o filme quando era criança?)

5) Bonequinha de Luxo (1961)

Clássico dos cinemas que eu também só assisti na adolescência. Bonequinha de Luxo foi motivo para muitas risadas e muitos “oun!”. Sei que o filme foi bastante suavizado em comparação ao livro, mas não houve como não se afeiçoar a Holly e a seu gato chamado… Gato! Tampouco, não houve como não suspirar com as roupas que Audrey usa do início ao fim do filme!
E também, como resistir a Moon River? :)

4) Romeu e Julieta (1968)

Outro filme que vi ainda criança, mas que lembrava de pouca coisa porque minha mãe não me deixava assistir (nem imaginamos o porquê, né?). Só depois de velha, pude conferir a obra em sua completude. Romeu e Julieta de 68 é um verdadeiro banho de beleza aos olhos. Além de retratar brilhantemente a história dos dois adolescentes apaixonados, toda a recriação de um cenário renascentista foi um primor. O figurino é rico e maravilhoso, os cenários parecem reais e nem vamos comentar sobre a música tema, What is a Youth? A atuação e a interação dos atores principais também é encantadora. Você vê brilho nos olhos, sente a química entre os dois e fica difícil acreditar que é apenas um filme.

3) Os Miseráveis (2012)

Uma verdadeira obra de arte. Isso pode definir tudo? Porque, sério, não vou conseguir descrever o que Os Miseráveis, de 2012, significou para mim.

2) O Fantástico Destino de Amélie Poulain (2002)

Amélie Poulain transborda doçura em seus cenários cheios de verde, vermelho e amarelo. O filme acaba e você sente aquela coisa boa de querer mudar o mundo, de ver beleza em coisas tão pequenas e, aparentemente, desprezíveis. Tudo parece ganhar um sentido mais poético ao término da película. Eu, por exemplo, fiquei dançando as músicas compostas por Yann Tiersen, mas isso não vem ao caso.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é o tipo de filme que não dá para ser assistido apenas uma vez. São detalhes lindos que só podem ser descobertos a uma segunda olhada, é a história contagiante que precisa ser revista e ser sentida… E é inspirador ver o que Amélie faz para poder transformar o mundo das pessoas que a cercam. Já pensou se a moda pega?

1) Juno (2007)

O primeiro lugar ficou com Juno. Preciso ressaltar que sou completamente apaixonada pela Ellen Page, então isso super me influenciou a eleger o filme como o pioneiro na lista dos favoritos. Mas não foi apenas o talento da Ellen que tornou a obra belíssima. A história do crescimento que Juno passa durante a sua gravidez é tocante. Não bastasse o fato difícil de ser mãe na adolescência e a decisão de dar o seu filho, a garota ainda se depara com um mundo adulto ao qual não estava preparada. Decepções papocam ao seu redor e suas crenças são desfeitas. Para mim, o foco da obra é a maturidade que Juno vai adquirindo, e não o fato de ter um bebê aos dezesseis anos. É isso que torna o filme tão sensível e especial (isso sem contar com a trilha sonora ma-ra-vi-lho-sa!).

Bom, em suma, esses são alguns dos meus 10 filmes favoritos. E vocês? Quais são os seus?

Até a próxima!

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3 Comments

  • Reply Faby Tsukino junho 19, 2013 at 9:36 am

    Garota Interrompida ♥ meu favorito! Nossa poderia falar horas sobre esse filme e, sua trilha sonora tbm *–* minha música favorita do filme é Downtown – Petula Clark: http://www.youtube.com/watch?v=AElZEM7esWU

  • Reply Ren junho 19, 2013 at 9:53 am

    Juno <3 Garota Interrompida amor eterno, gente <3

    Odiei tanto Os Miseráveis que não consegui terminar de assistir HAHAHAHAHAHA

    • Reply Kamile Girão junho 23, 2013 at 11:13 am

      Miseráveis é lindo <3 Mas eu entendo quem não gostou. Não é todo mundo que gosta de um filme de quase três horas completamente cantado xD

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