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[Filmes] O Espetacular Dr. Manhattan: A ameaça do Aranha

Bem, eu não queria ir ao cinema ver o novo filme do Aranha, mas, por conta do destino, minha namorada e eu acabamos indo conferir a película. Já tinha escutado sobre o filme, e a maioria das críticas eram: o filme não está bom, não precisava colocar mais de um vilão, as cenas foram mal aproveitadas, dente outras. Acabamos conferindo a versão dublada, e a experiência não foi nada boa.
Pois bem, o filme é dirigido por Marc Webb, que para quem não sabe ou não lembra, foi diretor de 500 Dias com Ela (um ótimo filme, por sinal), e conta a sequência do reboot do Homem-Aranha nos cinemas mundiais. Temos uma ótima qualidade nos efeitos, filmado no formato 35mm. As cenas dos saltos, das lançadas de teias entre os prédios estão fantásticas, mesmo. O que é bom para O Espetacular Homem-Aranha: A Ameaça de Electro. Isso não quer dizer que o filme vai agradar a todos os gostos, mas sem dúvidas, temos uma estética plausível.


Fazendo um pequeno resumo do filme, temos um Peter Parker (protagonizado por Andrew Garfield) mais solto em seu alter-ego Homem-Aranha. Ele ainda namora com Gwen Stacy (Emma Stone), mas vive no dilema entre terminar o namoro ou continuar com seu grande amor, por conta do fantasma do pai de Gwen, que o ainda assombra. Peter se sente culpado pela morte do Capitão Stacy e ainda está à procura de alguma informação que leve ao desaparecimento de seus pais. Nesse contexto, temos o retorno de um velho amigo de Peter, Harry Osborn (interpretado pelo Dane DeHann), como herdeiro da Oscorp e o surgimento de um novo vilão, alucinado e com problemas de relacionamento social, Electro (Jaime Foxx).


O legal desse Aranha é que vemos aquele Homem-Aranha “engraçadão” e piadista das hqs. As cenas entre Peter e Gwen são ótimas. A dinâmica entre os dois atores é plausível, foi ótimo ver a química que há entre eles, o que não rola tanto com Jamie Foxx. Electro é desenvolvido aos poucos. Temos Foxx, que considero um puta ator, no papel de Max Dillon, mas este fica meio perdido na trama, pois acabou não engatando na construção de Electro. Porém, me surpreendi com o personagem na sua transformação em, como todos dizem… Dr. Manhattan. Esse é um dos problemas de se trabalhar com uma linha de roteiro onde há vários caminhos e é isso que vemos no filme. Mesmo tendo um pôster muito legal, vemos apenas uma nota introdutória de Rino (Paul Giamatti ganhando o seu belo dinheiro) e uma apresentação diferenciada de Harry como Duende Verde. Outro ponto negativo foi a falta de explicação para a doença de Harry. Terminamos o filme sem compreender o que realmente o afeta e como isso se manifesta em seu corpo.


As cenas de lutas estão boas, mas em muitas tomadas vemos pouca empolgação nas cenas. A luta de Electro com o Aranha é boa, mas não empolga ao ponto de você ficar: “caraleo, que massa!” Um ponto legal foi a questão do neon na luta, dando um ar mais “electric style” nas habilidades do Electro. Sobre o Duende (Dane DeHan), o ator é até bom, mas o personagem dele não. Errou na tonalidade. Errou na caracterização. Não consigo nem comparar com o antigo, Willem Dafoe, que estava estonteante.

Pontos positivos: Peter e Gwen; Estética da película; Presença cativante e bem humorada do Homem-Aranha; Caracterização do Electro e Boas cenas de lutas.
Pontos Negativos: Falta de bons diálogos; Roteiro; Trilha sonora; Caracterização do Duende Verde.

Vá ao cinema, mas não espere nada épico.

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