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[Filme] O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit – War of The Five Armies), dirigido por Peter Jackson, estreou na semana retrasada nos cinemas tropicais do Brasil (eu acho). O último episódio da saga de Bilbo, Gandalf e a comitiva de anões, encabeçada por Thorin Escudo de Carvalho, pela Terra-Média rumo a Montanha Solitária de Erebor trouxe uma produção grandiosa, com efeitos magníficos e um roteiro pincelado para que, quem já tivesse lido ou soubesse sobre os spoilers dos acontecimentos, ficasse com uma expectativa a mais.

 

(Voa, voa dragãozinho!)

Finalizando a saga do hobbit e seu encontro com Um Anel, o filme tenta abordar um pouco o laço de amizade que os anões constroem com Bilbo ao longo da caminhada até Erebor. Os pequenos são o grande foco da série, sem dúvida. Quando estão em cena, os diálogos fluem e a trama se desenrola sem muitas pedras para bloquear o roteiro impactante que Jackson tenta trazer aos expectadores – o que não é ruim. A Batalha dos Cinco Exércitos tem uma chama a mais que os outros dois primeiros filmes, que é a luta do Dragão Smaug na Cidade do Lago, além da forma como foi adaptada uma guerra tão colossal ao pé da Montanha Solitária.

Smaug revela seu lado mais cruel e dracrônico nesse filme, o que muitos esperavam no anterior – A Desolação de Smaug. Aqui, o dragão aparece imponente com aquele jeito inteligente e menosprezador e lançando, com suas asas abertas, suas chamas mortais por toda Cidade.

Percebe-se que Jackson tenta ligar esse filme ao Senhor dos Anéis, introduzindo o mago de batalha Saruman, Elrond paladino, e a overpower Galadriel, além de Radagast, o mago castanho, contra alguns espectros e ameaça futura de Sauron, tentando conectar uma saga a outra. Não achei perda de tempo, pois muitos que foram ao cinema, penso, nem conhecem Senhor dos Anéis, e adoraram e acompanharam a trilogia de Bilbo e os anões. Mas isso não vem ao caso.

Os exércitos estão em uma produção de figurino e coreografia muito boa. Cada raça tem sua peculiaridade em relação a lutas e montarias. Assim, temos desde o tradicional cavalo, passando pelo Alce Gigante, por bodes, wargs e porcos como montaria. Legolas e Tauriel tem um destino que não esperava, em Legolas Folha-Verde faz algumas legolagens (vide Senhor dos Anéis), dando uma visão “desfocante” das lutas dos anões, humanos, elfos e bestas contra os orcs (coitados). Continuo com o pensamento de que tanto Legolas, como Tauriel NÃO PRECISAVAM estar no filme. Alfrid (Ryan Gage) é o alívio cômico aqui, mas não funcionou.

O filme tem uma ótima trilha sonora e um 3D não impactante, mas bem feito. Nesse terceiro filme, temos menos enrolação, com o objetivo mais visível. Temos Guerra, e isso resume muito bem a película, que coloca cenas com paisagens incríveis e carregadas de emoções. Peter Jackson acerta em muita coisa, realmente, mas o filme era o que eu já esperava – muita “peia”.  Em clima de despedida, Jackson nos coloca uma surra de efeitos maravilhosos, uma trama carregada de altos e baixos, diálogos desnecessários, mas com as raças da Terra-Média em confronto, nos dando outra visão do mundo fantástico de Tolkien. O Hobbit não é livro profundo, mas P.J. tenta colocar uma profundidade no roteiro. O que pode ter sido bom ou não. Quem decide é quem está assistindo.

No mais, quem não viu, veja. É um fanservice que merece ser visto – talvez, de uma vez só.

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