Diario

[Diário] Sobre fazer (velhas) coisas novas e se redescobrir

Que meu dia a dia é uma correria todos sabem. Sempre reclamo disso no Twitter e no meu finado Facebook. Ano passado, por causa dessa rotina de maluco, senti que iria surtar a qualquer instante. Deixei muita coisa que eu gosto de fazer de lado, me enfiei de cabeça na dupla graduação e me esqueci da coisa mais importante que tenho: eu mesma. Já viram o resultado, né? Não poderia ser mais desastroso: ansiedade, sobrepeso perigoso (porque sim, eu descontei em comida), sono irregular e uma série de coisas ruins que nos atacam quando resolvemos deixar de lado o nosso bem estar. Passei com louvor em todas as disciplinas da faculdade, mas meu corpo sofreu a consequência (e convenhamos: faculdade nenhuma vale mais que a sua saúde psicológica bem legal).
Por causa dessa série de problemas, resolvi fazer diferente nesse novo semestre (que, por sinal, está bem mais intenso que o anterior). Numa disciplina maravilhosa que faço na UFC, do curso de Sistemas e Mídias Digitais, ouvi que é importante se permitir fazer uma coisa que nunca se fez para manter a criatividade trabalhando de forma constante e regular. Resolvi unir isso a outra coisa que escutei em terapia: é necessário fazer coisas prazerosas e sair da rotina para não ter outra crise de ansiedade super tensa. Partindo desse princípio, resolvi resgatar velhos hábitos da minha adolescência que sempre me fizeram muito bem e que acabei negando por um motivo ou outro. Vamos à lista:

1) Desenhar

No ano passado, tentei retomar meus estudos de desenho (vocês podem ver minhas tentativas neste post aqui), mas não consegui levar a coisa pra frente. É preciso muita persistência para seguir adiante com algo que você parou de praticar há muito, muito tempo.
Além da vontade absurda de voltar a desenhar pela fruição, também tem o fato de que estou me formando em Design Gráfico e, ainda que não seja necessário ser o verdadeiro desenhista no curso, é bom saber pelo menos um pouco de técnica para elaborar seus projetos. Logo, uma coisa puxa a outra. No mês que vem, por causa de toda essa necessidade, irei começar aulas particulares com um amigo querido. Para me entusiasmar, comprei inclusive um sketchbook pura lindeza com a Blenda (fofa!) Furtado! Recomendo bastante o trabalho dela, que é de uma qualidade inegável (e você pode ver aqui).

2) Ver animes

Admito: fui uma pré-adolescente e adolescente muito, mas MUITO otaku (ou otome. Sei lá qual é a classificação agora). Mas quando chegou o terceiro ano… Nem preciso continuar, né?
O bom dos animes é que, mesmo existindo aqueles com temporadas que parecem intermináveis (beijos, Naruto), eles têm uma curta duração e dá para ver tranquilamente. Além do que, é uma forma ótima de matar a saudade de 2006, quando minha única preocupação era por em dia toda a lista de animes que eu montava no pc.

3) Webdesign

Não sei se muitos aqui sabem, mas eu tenho um curso completo de Webdesign no SENAC. Fiz o curso em 2010, quando ainda cursava Licenciatura em Artes Visuais no IFCE. Sempre fui apaixonada por blogs e não demorou muito para que eu quisesse fazer meus próprios layouts. Eu adorava montar códigos e passava a maior parte do tempo quebrando a cabeça com isso. Lutar com o PHP foi uma das maiores batalhas, mas extremamente recompensadora. Quase pus a casa abaixo quando finalmente aprendi a carregar os arquivos no FTP.
E mais uma vez: é importante para a minha área que eu tenha domínio da coisa. Além de me divertir quebrando denovo a cabeça com HTML, CSS e PHP, vou agregar mais um saber ao meu currículo. Olha aí o agradável se unindo ao útil!

4) Seriados

Dispensa comentários, né?

5) Fotografar minhas Pullips

Tá aí outra coisa que eu negligenciei totalmente: as minhas bonecas. O que foi bastante errado da minha parte, por sinal. Eu me divertia muito fotografando minhas Pullips e criando histórias sobre a vida de plástico delas. Era super terapêutico. Tá na hora de retomar o hábito.

6) Estar com os amigos

Acredito que esse, de todos os itens citados, é o mais importante. Infelizmente, a vida de gente grande não me permite ver meus amigos com a frequência que desejo, mas Whatsapp está aí para isso, né? Então o “estar com os amigos” não significa necessariamente estar presente de corpo, mas presente de alguma forma, ainda que seja por vias eletrônicas. Afinal, o que seria de nós sem as amizades verdadeiras, não é mesmo?

Talvez vocês estranhem o fato de “escrever” não estar nesta lista. E, de fato, escrever não caberia aqui, pois preciso me redescobrir como contadora de histórias. Os últimos três anos, ainda que tenham me feito escrever mais um livro com começo, meio e fim, foram de completa confusão. Às vezes, é necessário avaliar o que se está fazendo para descobrir o que há de errado. Minha relação com a escrita está tumultuada, e eu preciso parar para ver o que saiu dos eixos – e fazer coisas diferentes dessa é uma ótima forma de se reinventar. Portanto, “escrever” entraria em um outro tópico – mais longo e mais reflexivo.

E essas são as minhas alternativas para manter baixas as minhas taxas de estresse. Me digam agora: o que vocês fazem para não surtar? Estou curiosa!
Obrigada a todos! Até breve!

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