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[Filme] Divertida Mente – Pixar

Todos sabemos que a mente humana é complexa. São várias qualidades e processos mentais; sentimentos; memórias armazenadas… Não é fácil compreender o que acontece dentro da nossa cabeça. Por isso, não dá para descrever Divertida Mente (Pixar, 2015) com outros adjetivos senão ousado e inovador. Desmembrar a psicologia e a psiquiatria humana de uma maneira interessante e acessível em uma animação? Não tinha como essa iniciativa não ser genial.

No filme, somos apresentados à pequena Riley logo em seu nascimento e acompanhamos seu crescimento pela ótica dos personagens principais do longa: suas emoções. Através de Alegria, Tristeza (minha favorita, por sinal), Raiva, Medo e Nojinho (♥), conhecemos a infância tranquila e feliz de Riley. Porém, uma mudança inesperada de cidade transforma esse panorama, trazendo uma revolução à cabeça da menina. É nesse ponto que o longa ganha força e se desenvolve.

São sacadas geniais do início ao fim. Não tem como não considerar Divertida Mente um dos filmes mais profundos e mais significativos da história da Pixar. É sobre psicologia, gente! Então, iremos nos deparar não apenas com as emoções básicas personificadas com cores e texturas, mas também com a maneira como funciona o armazenamento de memórias; com os aspectos que definem a personalidade de alguém (representados no filme por “ilhas” ligadas à sala de controle); com a representação do inconsciente, o funcionamento dos sonhos, a musiquinha chata que gruda na nossa cabeça e não sai de jeito algum… Tudo isso trabalhado de uma forma de fácil entendimento não somente para crianças, mas também para qualquer expectador que não tenha qualquer noção sobre o assunto. Durante as quase um hora e meia de exibição, não consegui parar de pensar em como deve ter sido complexa a pesquisa para a construção do longa.
Outra coisa importante de se falar a respeito de Divertida Mente é a mensagem transmitida. Ainda que vejamos na tela as atividades da cabeça da Riley, é sobre nós mesmos a quem o filme se refere. As emoções básicas não se restringem apenas a uma pessoa, são parte da essência humana e de quem somos. Portanto, cabe a nós respeitá-las independente de quais sejam. Dessa forma, também poderemos nos respeitar no momento em que sentirmos algo. Quem nunca tentou reprimir um acesso de raiva ou lágrimas quando se estava triste? As emoções existem por um motivo e merecem ser sentidas. Esse é o funcionamento natural da nossa psiquê.

Pixar, obrigado por mais uma bela animação emocionante <3

Divertida Mente está em exibição nos cinemas nacionais.

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