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Desenhando, Diario

[Diário] Sobre voltar a desenhar

Quando eu tinha meus onze anos, coloquei na cabeça que queria porque queria saber desenhar. Não que eu não fizesse isso antes, eu realmente adorava ficar rabiscando e pintando. Sempre gostei de material escolar, de lápis de cor, das aulas de arte, de pintar quadros no final do ano (não que eles tenham ficado lindos, mas enfim). Só que eu queria aprofundar, ir além. Queria ser tão boa quanto as meninas da CLAMP ou quanto a Naoko Takeuchi (sonhos de pré adolescente, assumo), mas, naquele tempo, eu não tinha quem me ensinasse. Não sabia de cursos voltados para mangá e, mesmo que encontrasse um bacana, não havia como minha mãe me matricular. Então a solução foi me sentar diante aquela mesa gigante de madeira que nós tínhamos, pegar minhas revistas cheias de ilustrações de anime e começar a copiar.

(Estudando proporções. Muita coisa a aprender!)

Nas férias de 2005, a minha diversão era ficar copiando desenhos. Naquele tempo, eu não saía muito de casa, não comprava tantos livros e a internet ainda era discada (!). Me restava, então, alugar VHS na locadora vizinha e desenhar. Os rabiscos eram bem pobres, bem mal feitos, mas eu achava o maior barato na época e me considerava uma futura mangaká de renome. Continuei com o hábito até os quinze anos e estava começando a pegar firmeza no traço. Minhas linhas já não tremiam tanto e até arriscava a fazer algumas coisas autorais (inclusive, desenhei várias vezes os personagens de Yume).
Aos dezesseis, eu parei. Época de terceiro ano, muitas responsabilidades, muito estudo, muita tensão. Desenhar era a última coisa que eu queria. Ainda assim, me arrisquei no vestibular para Artes Visuais. Passei com louvor aos dezessete e fiquei animada em retomar meu antigo hábito e aprimorá-lo. Mas foi aí que veio a desilusão.

(Anna e Elsa. A primeira vitória depois de quase quatro anos parada)

Nesse mesmo tempo, comecei a duvidar de mim. Na faculdade, conheci muita gente melhor do que eu, muito mais habilidosa e, principalmente, talentosa. Tudo o que eu fazia me parecia feio, eu não acompanhava o ritmo da minha turma e pintar em tela me pareceu o terror dos sete mares. Me desiludi, larguei o curso, entrei em Letras Português e jurei de pé junto que nunca mais pegaria num lápis para tentar desenhar novamente. E não importava se meus antigos professores de escola me diziam “não deixe esse hábito morrer” ou se, vez ou outra, eu rabiscava alguns SD nos cadernos da faculdade – eu estava decidida que aquilo não era para mim.
Alguns anos depois, comecei Design Gráfico (algo que sempre foi meu sonho fazer). Ainda estava insegura porque minhas habilidades com desenho seriam exigidas em algum momento do curso, mas fui em frente. Como me alertaram, lá dentro não era necessário ser um verdadeiro Da Vinci para se sair bem nas disciplinas, uma vaga noção já ajudava e muito. Porém, conforme fui conhecendo as pessoas, fazendo trabalhos, vendo os trabalhos de outros desenhistas, me interessando cada vez mais por HQs, aquela saudade safada bateu. Passei algum tempo no “e se”: “E se eu voltasse a desenhar?”; “E se eu voltasse a treinar?”; “E se eu conseguir alguma coisa legal?”.
Em janeiro, resolvi retomar o meu antigo hobby.

(Treinando rostos, cabelos. Praticando, praticando e praticando)

Tenho recebido MUITA ajuda e muito incentivo, principalmente dos meus amigos desenhistas Juliana Rabelo (clique aqui para ver o site dela) e Marcus Rosado (e aqui para ver o Tumblr dele). Eles tem me aguentado horrores, me dado várias dicas e me avaliado. Isso fora os inúmeros tutoriais que tenho caçado na internet (Pinterest, te amo) e as inspirações que tenho listado (mangás shoujos e Disney reinam na minha lista). Estou longe demais de ser boa, de estar em um nível aceitável. Comecei de novo e voltei a tremer quando pego num lápis, mas, acima de tudo, estou feliz. Feliz e satisfeita por retomar algo que me fazia (e me faz) bem – e que eu não lembrava.

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[Diário] Janeiro, férias e um pouco mais

Enfim, as minhas férias acabaram! E mesmo tendo passado UM MÊS longe do blog (repensando conteúdo, anotando possíveis matérias para escrever e tal), consegui curtir meu período de descanso da melhor maneira possível. Aconteceram várias coisas bacanas: muitos livros/HQs/mangás chegaram na minha casa; algumas leituras concluídas; a atualização da minha versão (agora sou 2.1, olha que bacana!); meu retorno aos desenhos e, principalmente, muitos encontros com os amigos. Tentei resumir tudo em um quadro de fotos, então vamos lá:

 

1, 2, 3, 4, 5, e 12: tudo o que chegou aqui em casa (Fábulas #14 e #15, Guerreiras Mágicas de Rayearth #2, a coleção completa de Ouran High School Host Club, Versos Sombrios e Guardians #2) + presentes de aniversário (Irish Fairy Tales e a minha boneca da Rapunzel, que ganhei da Otania, e Peter Pan #1, que ganhei do Diego) <3
(Só faltou o Cidade em Chamas, que recebi no final da semana passada!)
5, 6,  7 e 8: Leituras das Férias (ficou faltando no quadro o Abandono, da Meg Cabot. Em breve, sairão resenhas dele, de Versos Sombrios e Nada de Novo no Front.)
(a propósito, deu para perceber que falhei miseravelmente na Maratona Literária? :'( )
9: Atualização da minha versão, tradicionalmente chamada de aniversário. porque eu consigo estragar festas surpresas ♥
(e, agora, na versão 2.1, idade da rainha!)
10: Desenhando novamente. Preciso admitir que meu período nas Artes Visuais me deixou completamente insegura com os poucos traços que eu fazia no papel, então passei quase quatro anos sem vontade de voltar a desenhar. Mas digamos que o Design Gráfico está me incentivando a querer estudar outra vez. Estou apanhando, admito, e as coisas não estão muito bonitas.
11: Cozinhando e aprendendo a fazer trufas de chocolate. Porque todo mundo precisa juntar uma graninha extra ♥
13: Artur Paiva e eu estamos confabulando novamente. Se tudo der certo, ainda nesse ano traremos novidades!
14, 15, 16: Porque estar com os amigos e com o amor é sempre bom, não é? ♥

Fora isso, aproveitei as férias para concluir a primeira parte de Os Olhos de Ravena (saiba mais sobre meu novo projeto aqui) e, agora, ela está em revisão/betagem. Como as aulas estão chegando (oito disciplinas na faculdade. OITO!), a segunda sairá com menos rapidez, mas a meta é ter tudo pronto até o final do ano!
Como vocês curtiram as suas férias? :)
Até a próxima!

Ano Novo, Diario, Festas de fim de ano

Último post do ano – O que esperar de 2014, tia Kami?

A questão é que 2014 se aproxima e eu serei sincera com vocês: não faço ideia de como o próximo ano será, além de quê, provavelmente, estarei em duas faculdades e perdendo o meu pouco juízo. Para quem não sabe, nesse ano dei um tempo em Letras para me permitir descobrir o que realmente me atraía. Acabei começando um técnico em Design Gráfico (que, deixo claro, estou adorando!), mas quero concluir meu primeiro curso também. Não falta muito (embora eu esteja decidida a ir para as letras estrangeiras e isso me prenda mais um pouco à universidade), porém será puxado. Bem puxado.
A única coisa que posso com certeza afirmar a vocês é que não abandonarei o blog e, tampouco, deixarei de escrever (mesmo estando com o tempo reduzido). Não sei se em 2014 irei lançar algo novo, mas pretendo concluir os projetos que comecei (insira Os Olhos de Ravena aqui) e relançar Yume pela Editora Wish ♥. São realmente as únicas metas que fiz. E ah, claro, as mesmas coisas de sempre: ler mais, estudar mais, colecionar mais
Tudo o que digo a vocês é que 2013 foi um período bem promissor para mim. Depois de muito tempo perdida, acho que finalmente dei passos certos em direção ao que quero. Foi um ano de transformações e descobertas e o saldo foi positivo. Espero, sinceramente, que 2014 seja igualmente bom.
Obrigada por terem me acompanhado ao longo desse tempo. Um feliz natal e um feliz ano novo para todos vocês!

Kami

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[Diário] Tô viva! (e de férias!)

Apesar de ter passado, praticamente, um mês sumida do blog (gente, já faz um mês que Em Chamas estreou! :O), eis que retorno ao meu cafofo para dar explicações plausíveis para o meu sumiço.
O desenho ao lado (eu que fiz!) mostra um pouco como estive nas últimas semanas. Para quem não sabe, eu tranquei meu curso de Letras – Português por um ano (provavelmente, retornarei às aulas em 2014) e comecei um curso técnico de Design Gráfico.  Para alguns, parece um pouco estranho minhas últimas escolhas, mas estou super satisfeita por ter iniciado algo que sempre me atraiu e que sempre gostei :)).  Estou bastante realizada.
Enfim, a questão é que, há algumas semanas, tivemos nossos dias cabalísticos de provas (no meu caso, trabalhos) finais. Eu praticamente me esqueci de viver. Acordava, ia para o computador e ficava nisso até, mais ou menos, três da madrugada. Estava me alimentando de chocolate, coca-cola e ondas enviadas pelo PC, tudo para ficar acordada e terminar os benditos trabalhos. Por mais que isso não tenha feito tão bem à minha saúde (ganhei uns quilinhos extras nessa de comer porcaria para não dormir), pelo menos consegui encerrar meu semestre com louvor. As notas ficaram divinas.
Aí tudo bem, pensei com meus botões: “tô viva, tô livre, vou colocar tudo em dia“. Ledo engano, porque a pessoa aqui fez metas para as férias, e a primeira delas era concluir a primeira parte do novo livro (o que ainda não consegui, por sinal). Foram-se aí mais algumas semanas de pura dedicação em frente ao computador (só que sem a parte da dieta à base de coca-cola e chocolate, porque meu corpo não aguenta).
Não pretendo continuar procrastinando os posts aqui do blog (até porque, estou cheia de coisas legais para escrever e compartilhar), mas estou organizando o meu tempo para casar todas as minhas obrigações dessas férias. Espero que me perdoem pelo longo tempo ausente, prometo que não se repetirá 😀 (pelo menos, até uma próxima semana de trabalhos excruciantes!).

Até a próxima!

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[Diário] Nosso almoço

Minha mãe dizia que amizade de cursinho não costumava durar. Ela generalizava um pouco mais quando alegava que as de escola e de faculdade também não, mas a de cursinho tinha aquele “quê”. O convívio diário muitas vezes não ultrapassava o ano em que você se prepara para o vestibular. Geralmente, depois desse período, os estudantes ou passam no vestibular, ou decidem encarar mais um ano no preparatório ou embarcam de cabeça numa faculdade particular. Cada um toma o seu destino.
Geralmente.
Mas aí quando vocês vieram hoje, todo mundo cozinhando para comemorar a aprovação da Fabi, percebi mais uma vez que não é regra geral a amizade iniciar e findar na sala do preparatório. Passei apenas seis meses estudando com vocês, compartilhando preocupações, estresses, momentos divertidos. Lembro quando jogávamos Uno no intervalo, lotando a mesa que não era assim tão pequena. Lembro quando estávamos na sala, um pouco antes do início das aulas, e começávamos a escutar minhas músicas de rock dos anos 80. Lembro os apelidos dados, as primeiras impressões, as nossas aparências em 2010. Lembro da primeira vez em que vocês vieram para cá, e aí nós comemos Habbib’s depois de termos passado uma vergonha sem tamanho dentro do ônibus. Lembro daquela vez em que assistimos Ritmo Quente, dos primeiros aniversários comemorados, dos primeiros shushis jantados, das visitas repentinas, dos momentos difíceis que compartilhamos, dos filmes de terror assistidos.
Lembro de tanta coisa. E já faz três anos desde a última vez em que estive numa sala de aula com vocês.
Enquanto ríamos cozinhando, fofocando e falando besteira, percebi que meu amor por cada um não diminuiu. Não importa se não nos vemos sempre, se não podemos marcar esses pequenos encontros com a frequência que gostaríamos e, muito menos, se não nos falamos religiosamente todo santo dia. Eu continuo os amando da mesma forma que em 2010. Quem sabe até mais.

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[Diário] Cinco anos


(A primeira foto de um dos primeiros meses de namoro)

Foi no dia 28 de março que postei numa comunidade de cosplayers do Orkut um pedido tímido, algo como “Olá, gostaria de fazer um grupo de cosplay de Fruits Basket para o Sana 8. Alguém toparia?”.
Aí você se candidatou. Como mesmo me disse, apenas para “frescar”. Não estava em suas pretensões fazer o cosplay, mas, ainda assim, você foi àquela reunião que marquei para decidirmos como seria uma apresentação. E eu não esperava gostar tanto de ti e, muito menos, te achar fofo. Passei a semana inteira falando sobre aquela reunião, contando para Deus e o mundo o quanto você era simpático e legal e como as conversas que tivemos à tarde foram divertidas.
E de lá para cá, foram cinco anos.
Eu não esperava toda a história que se desenrolaria daquele abril para cá. Foram muitos eventos, muitas gordices, muitas “otaquisses”, muitas “nerdisses”. Muito companheirismo, muita amizade, muitos risos, muitas aventuras (ou aportar em Guarulhos e bater aquele desespero porque não sabia para onde iríamos não foi uma baita aventura?).  E, a cada dia, eu percebo que você é a razão para os meus sorrisos, que você é a minha segurança e que é você quem quero ter pertinho de mim pelos próximos cinco, vinte e cinco, cinquenta anos <3
Nem todas as palavras do mundo serão suficientes para dizer o quão feliz sou por te ter ao meu lado.

Parabéns para a gente, meu amor <3

Diario, Livros, Os Olhos de Ravena, Outubro

[Diário] Sobre a Semana do Livro Nacional, sinusite, Outubro e fim das férias.

Fala aí, gente! De boa na lagoa?

Essa última semana foi bem cheia de eventos (alguns inesperados e desagradáveis) e isso me afastou um pouco do blog (e quase da Internet!). A começar pelos momentos bons (e únicos), na quarta-feira passada ocorreu o evento cearense da Semana do Livro Nacional, no auditório José Albano da UFC. Oito escritores (contando comigo) participaram do bate-papo mediado pelo Sérgio Magalhães, que abordava temas como relacionamento do escritor com a editora, processo de publicação de um livro, o uso das redes sociais e por aí vai. Conheci muita gente legal (como os autores Kelly Cortez, Romário Santos, Luiz Boto, Francilangela Clarindo), revi amigos e fomos desenvolvendo uma conversa bacana, em que cada um contava a sua experiência <3 Saí da palestra morrendo de vontade de comprar o livro do pessoal, mas só consegui A Profecia de Hedhen, da Ana Cristina. A única coisa que estragou o evento foi a minha gripe troll, que virou sinusite e me obrigou a sair mais cedo do evento para ir diretamente ao hospital :<

Painel xuxu beleza e cheio de gente bacana!

Tia Kami: voz de taquara rachada e com um look nada fashion por conta da gripe.

Aí a semana morreu para mim. Fiquei de cama, sendo trollada pela sinusite, com metade do rosto doendo e enlouquecida, sem conseguir respirar e comer direito. Não fiz absolutamente nada além de dormir, ler Hetalia e Em Chamas, da titia Collins. Não foram dias proveitosos.
Mas, ainda assim, as notícias boas foram chegando. A começar pela matéria do Diário do Nordeste que participei, falando um pouco sobre a publicação independente de Yume e os percalços enfrentados para lançar o primeiro livro. Fiquei super feliz por ter aparecido no jornal pela segunda vez. Foi uma honra ser convidada para a entrevista e só tenho a agradecer e comemorar!
E para completar as boas novas, falei com tio Edu (meu editor da Literata) e, em breve, estarei com novos volumes de Outubro aqui em casa! Ou seja, se você quiser comprar seu Outubro autografado e com lembrancinha, já irá conseguir! É ou não uma grande notícia?

E como estou quase 100% recuperada da sinusite, finalmente estou em condições de responder e-mails e mensagens atrasadas + voltar a escrever Os Olhos de Ravena (que deu uma estacionada bacana). Falando em Ravena… Vocês já viram como está ficando lindo o desenho final? <3

(A Juliana Rabelo vai me matando aos pouquinhos com essas prévias. AI MEUS FEELINGS <3)

Cada vez mais ansiosa para falar mais dessa nova história para vocês <3
Por fim, a quantidade de posts do blog vai dar uma reduzida no próximo mês. Motivo? Férias acabando, ENEM chegando, curso de design gráfico quase começando… Vou aproveitar o momento para dar uma reformulada básica no blog e na página, tudo para deixar o Café da Kami cada vez mais divertido para vocês!
No momento, acho que essas são as últimas novidades. Aguardem as próximas dentro de poucos dias!
Tchüs!

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[Diário] Sana 13, muita nostalgia

O Sana ocorreu há exatamente uma semana, mas só agora tive a coragem de postar no blog algumas das fotos que tirei e falar um pouco sobre as impressões que tive do evento.

(Hannah, minha pullip Nina, curtindo a palestra do Briggs)

Fazia muito tempo que eu não frequentava o Sana. Vejam bem, vou ao evento desde 2005 e, até então, vi poucas variedades nas edições. As atrações eram as mesmas, assim como as lojas, os produtos a serem vendidos, os artistas japoneses que vinham e até mesmo os cosplays! A partir do Sana 9, comecei a ficar desgostosa com o evento e, no Sana 11, decidi que não pagaria mais um ingresso caro para ver as mesmas coisas.
Como é perceptível, não cumpri a promessa.
Quando saiu a programação da edição 13, eu simplesmente pirei o cabeção. O Sana não estava focado apenas na cultura oriental, mas em vários temas da cultura pop (coloque aqui, para começar, Terra Média, Jogos Vorazes e Harry Potter). Devo dizer que o que mais me atraiu foram as salas temáticas (que estavam um primor de lindas!) e o show da fofa da Tsubasa (♥). Não resisti e comprei os ingressos para dois dias, mas, de última hora, acabei indo aos três. E não, dessa vez eu realmente não me arrependi.
Posso resumir os três dias em uma palavra: nostalgia. Como falei, vou ao evento desde 2005 e, naquele tempo, era mágico entrar no Centro de Convenções e me deparar com um lugar cheio de coisas que remetiam a animes e mangás. Eu contava os dias para o Sana e, quando chegava a hora de ir, acordava super cedo para chegar a tempo (e não pegar uma fila do capeta). Isso quando não aguardava ansiosamente para estrear meus cosplays (para quem não sabe, fui cosplayer de 2007 a 2009)! Com o tempo, a magia diminuiu e se desgastou. O que era maravilhoso se tornou repetitivo e sacal, mas a edição de 2013 conseguiu reascender as boas lembranças. Parecia que havíamos voltado àquele estágio inicial de deslumbramento. Havia tantos cosplays lindos, tantas lojinhas bacanas, tanta gente que eu não via há muito (oi, Jordan!)… Como não se sentir nostálgica?
Isso fora as companhias que tive para curtir o evento comigo e que tornaram tudo mais divertido! Na sexta, tive as lindas Bruna, Letícia e Isadora (fofa que conheci lá). No sábado, minha fiel escudeira Marina (e companhia para eventos desde 2005). No domingo, Beth, Rodrigo e Jordan (olha ele de novo!). Isso sem falar na Joana Clara, a linda que tive o prazer de ver todos os dias, embora não tenhamos ficado juntas por muito tempo. Nem vou comentar as outras pessoas que encontrei por lá e que abracei, porque posso acabar esquecendo alguém e deixando uma pessoa chateada comigo :p
Bom, deixando um pouco os relatos de lado, vou colocar algumas fotos (foram muitas, por isso precisei fazer seleção) que retrataram os dias ♥

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[Diário] Daquilo que faz falta

(Kami aos catorze anos, carregando sua mochila azul e complexada por causa do aparelho ortodôntico. Mas mamãe a achava linda)

Um ano e seis meses que não vejo o seu sorriso, sua risada escandalosa, seus trejeitos engraçados para falar comigo. Porque sim, éramos muito bocós juntas. Imitávamos um gato da Internet quando víamos uma coisa absurda e, em seguida, começávamos a rir da nossa besteira. Era estúpido, mas sempre me divertia.
Um ano e seis meses que não vamos ao centro fazer compras. Não entro mais em lojas de calçados para ficar sentada, lendo um livro, enquanto espero você procurar por todos os pares de tamanho 33 e de fôrma pequena (o que, convenhamos, era uma coisa bem rara de se achar). E ninguém mais me pergunta se alguma “sandalinha” de dez reais me interessou. Uso os mesmos sapatos há quase três anos.
Um ano e seis meses que ninguém me puxa a orelha para dizer se estou fazendo algo errado ou se estou deixando de estudar para ficar na internet. Ninguém mais me impede de sair, nem se preocupa tanto comigo, tampouco me regra. Não tenho mais para quem mandar mensagem dizendo: “tô viva, não se preocupe!” porque não há quem se importe tanto ao ponto de me ligar de cinquenta em cinquenta minutos. Isso me irritava, mas admito que hoje até que faz falta.
Um ano e seis meses que não não ganho chocolate quente para relaxar quando preciso passar as madrugadas acordada, estudando ou fazendo trabalho. Ou um ano e seis meses que há uma cama vazia, na qual não posso me refugiar quando acordo por um pesadelo ou com medo de trovões. Ter vinte anos não significa não ter pavor de tempestade ou de sonhos ruins.
Um ano e seis meses que não escondo meus textos por vergonha.
Um ano e seis meses em que ninguém me acorda no dia do meu aniversário relatando tooooodos os momentos marcantes da minha infância e me fazendo queimar de vergonha.
Um ano e seis meses que não tenho a quem perturbar, falando sobre uma festa de anos 60 que quero ir.
Um ano e seis meses daquilo que me faz falta.
Mãe