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[Filmes] O que interpretei sobre Mãe! (com spoilers)

Expectativa normalmente é um fator decisivo pra qualquer tipo de coisa que você for fazer na vida. Na maioria das vezes, tento manter as minhas baixas para que não me influencie, negativa ou positivamente, em nada que faço ou consumo.
Mas quando se trata de Aronofsky é meio difícil para mim. Mesmo depois do controverso Noé, eu ainda mantinha minhas fichas no jovem diretor. Quando Mãe! teve suas artes de divulgação exibidas, senti que havia algo extremamente incrível naquilo – em Jennifer Lawrence, bela como sempre, pintada em uma floresta com seu coração recém-arrancado em mãos. Era extremamente catártico! Passei algum tempo tentando desvendar o que significaria aquilo, se não sairia decepcionado.
Devo ressaltar que cada um pode ter sua própria interpretação para o que vai ver. Nada é entregado de mão beijada, e é a vivência pessoal que vai revelar o que o filme pode significar para você. Esse texto foi o que compreendi do filme e, sim, vai ter uma chuva de spoilers. Se você ainda não viu, aconselho a repensar se vai clicar no botão abaixo. É por sua conta e risco.
Avisos dados, então vamos lá.

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Filmes, Quadrinhos

[Filmes] Homem Formiga é sua estreia de Golias

Na quinta-feira passada, tivemos a estreia de mais um personagem da MARVEL nos cinemas mundiais. Homem-Formiga (Ant-Man, 2015) foi mais uma das apostas arriscadas (lembrando que Guardiões da Galáxias também era visto assim) do estúdio no meio cinematográfico. Ora, trata-se de um dos personagens menos conhecidos da editora e que não conseguiu segurar uma grande história em seus arcos! Porém, tentar nunca é demais…

Quando o trailer foi lançado, era confuso, misturando cenas de comédia, drama e ação que não se encaixavam e forçavam uma união. Não dava para criar muitas expectativas com o material de divulgação.
Não sei se todos que foram ou vão ver o filme sabem, mas o Hank Pym, o primeiro Homem-Formiga, é um dos fundadores dos Vingadores nos quadrinhos. No filme, porém, Pym, interpretado pelo velho conhecido Michael Douglas (que retorna com força ao cinema), já está aposentado de seus atos heroicos como Homem-Formiga. Scott Lang, vivido por Paul Rudd, acabou de sair da prisão e foi chamado por Pym para receber o manto do Formiga e acabar com o plano de um CEO ( Corey Stoll) de criar um traje parecido. Além da filha de Pym, Hope (Evangeline Lilly), temos também Luis (Micheal Peña), amigo de Scott que coloco como uns do melhores personagens do filme. Luis é parte do alívio cômico, junto ao Scott, e faz um ótimo papel como coadjuvante.

A atuação de Rudd é cômica como o esperado. Os poderes do Homem-Formiga no filme são bem trabalhados, e você percebe como o traje é essencial ao personagem, atuando na capacidade de encolher e aumentar. Outro ponto bacana é a relação que se forma entre as formigas e o protagonista, pois o herói aqui se transforma em líder para as pequenas. A participação das formigas no filme são as armas do próprio herói, pois o suporte que elas lhe dão são essenciais.
Além da transição entre macro e micro, o longa traz um pano de fundo com teor bastante emocional, onde temos dois pais e duas filhas que precisam se entender de alguma forma. Outro ponto alto é a batalha final, que não precisou de uma cidade destruída para chamar a atenção e impactar (a batalha no trenzinho é fenomenal!)

Como em todo filme desse universo, espera-se que haja referências aos outros personagens. E, bom, acontece. Não vou listar porque pode perder a graça para alguns, mas são simples e estão lá. Basta conhecer um pouco sobre as produções da Marvel.

Homem-Formiga está entregue. As cenas de ação são ótimas, os personagens estão bem encaixados com seus atores, a qualidade gráfica está, ó: foda. Esse filme acertou, e a Marvel provou que suas apostas tem sido corretas. Que venham mais sucessos! A gente só ganha <3

 

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[Filme] Divertida Mente – Pixar

Todos sabemos que a mente humana é complexa. São várias qualidades e processos mentais; sentimentos; memórias armazenadas… Não é fácil compreender o que acontece dentro da nossa cabeça. Por isso, não dá para descrever Divertida Mente (Pixar, 2015) com outros adjetivos senão ousado e inovador. Desmembrar a psicologia e a psiquiatria humana de uma maneira interessante e acessível em uma animação? Não tinha como essa iniciativa não ser genial.

No filme, somos apresentados à pequena Riley logo em seu nascimento e acompanhamos seu crescimento pela ótica dos personagens principais do longa: suas emoções. Através de Alegria, Tristeza (minha favorita, por sinal), Raiva, Medo e Nojinho (♥), conhecemos a infância tranquila e feliz de Riley. Porém, uma mudança inesperada de cidade transforma esse panorama, trazendo uma revolução à cabeça da menina. É nesse ponto que o longa ganha força e se desenvolve.

São sacadas geniais do início ao fim. Não tem como não considerar Divertida Mente um dos filmes mais profundos e mais significativos da história da Pixar. É sobre psicologia, gente! Então, iremos nos deparar não apenas com as emoções básicas personificadas com cores e texturas, mas também com a maneira como funciona o armazenamento de memórias; com os aspectos que definem a personalidade de alguém (representados no filme por “ilhas” ligadas à sala de controle); com a representação do inconsciente, o funcionamento dos sonhos, a musiquinha chata que gruda na nossa cabeça e não sai de jeito algum… Tudo isso trabalhado de uma forma de fácil entendimento não somente para crianças, mas também para qualquer expectador que não tenha qualquer noção sobre o assunto. Durante as quase um hora e meia de exibição, não consegui parar de pensar em como deve ter sido complexa a pesquisa para a construção do longa.
Outra coisa importante de se falar a respeito de Divertida Mente é a mensagem transmitida. Ainda que vejamos na tela as atividades da cabeça da Riley, é sobre nós mesmos a quem o filme se refere. As emoções básicas não se restringem apenas a uma pessoa, são parte da essência humana e de quem somos. Portanto, cabe a nós respeitá-las independente de quais sejam. Dessa forma, também poderemos nos respeitar no momento em que sentirmos algo. Quem nunca tentou reprimir um acesso de raiva ou lágrimas quando se estava triste? As emoções existem por um motivo e merecem ser sentidas. Esse é o funcionamento natural da nossa psiquê.

Pixar, obrigado por mais uma bela animação emocionante <3

Divertida Mente está em exibição nos cinemas nacionais.

Cotidiano, Filmes, Inspiração

[Filme] Cinco indicações que fazem você repensar a vida

Vez ou outra, me pego pensando em alguns filmes que nos ensinam  um pouco sobre “como viver” ou nos fazem pensar sobre “o que você estamos fazendo da nossa vida?” Sabe, aqueles filmes que dão uma boa mensagem no final, como uma moral das histórias antigas, nos levando a um estágio de reflexão sobre quem somos e o que vivemos.
Tentei pensar e colocar alguns filmes que falam sobre o assunto. Selecionei cinco deles, todos, digamos, atuais. Seguem:

1- A Vida Secreta de Walter Mitty (2013)

Em uma mistura de sonhos e realidades, Walter tenta encontrar um propósito para viver e ser o que ele sempre quis: alguém. Não que ele não seja, pois trabalha para uma revista importante, mas Ben Stiller, além de atuar e dirigir, traz um tom dramático ao protagonista no remake de O Homem de 8 Vidas (1948). Um lindo trabalho, por sinal.

2- Na Natureza Selvagem (2007)

O filme é inspirado no livro sobre a vida de Chris McCandless, um jovem que larga uma vida estável para se aventurar pelo Estados Unidos com um destino em mente: Alasca. O filme é muito bonito, com ótimas lições sobre desapego e reflexões sobre relacionamento social, além de ter uma trilha on the road feita pelo Eddie Vedder.

3- Mesmo Se Nada Der Certo (2014)

Um casal de músicos e um produtor musical desprestigiado são os personagens principais dessa trama musical. Seguindo a receita de Apenas Uma Vez (2006), o filme coloca em cheque momentos de reflexão sobre a vida. Talvez sobre aceitação, talvez sobre mudança – você decide.

4- À Procura da Felicidade (2006)

Uma história sobre superação. Isso resume bem o longa que traz uma emocionante trama, sobre como um pai busca “dar a volta por cima” e dar uma vida digna ao seu filho pequeno.

5- Livre (2014)

Uma busca sobre autoconhecimento e amadurecimento: Livre traz a história da autobiografia de  Cheryl Strayed, uma mulher “quebrada” pelos acontecimentos de sua vida e que precisa encontrar e se reconectar com seu lado firme e não destrutivo. Para isso, ela se dispõe a andar da fronteira do México até o Canadá pela Pacific Crest Trail, uma das trilhas mais difíceis dos Estados Unidos.

Esses são alguns dos filmes que me fizeram pensar e refletir. Vocês têm algum longa que lhes cause a mesma reflexão? Não deixe de nos contar!

Até a próxima!

Filmes, Livros

[Livros] Minha estante

Eis que nesses dias, postei no Instagram uma foto da minha estante (clique aqui para vê-la) e logo apareceram comentários para que eu mostrasse os meus livros. Como eu ainda não havia organizado tudo (existia uma grande parte das minhas coisas guardada em outros lugares), aproveitei esse fim de semana de Carnaval para terminar de ajeitar meus livros. E, ainda aproveitando a oportunidade, resolvi fotografar tudo para vocês verem o que existe no meu arsenal :)

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[Filmes] Dez filmes que vi e gostei em 2014

O ano de 2014 está em seus momentos finais (ALELUIA!) e pensamos: quais seriam os melhores filmes que vimos em 2014? Será que dá pra fazer uma lista bacana? E a reposta é: sim, dá.
Então, aí vai uma lista com gosto pessoal, curta e sincera dos filmes que vimos e que receberam likes and likes. De antemão, muitos filmes bons ficaram fora da lista, mas coloco um bônus no final, naquela velha tentativa de redimir os pecados. Por isso, nada de “mimimi”.
Claro que poderia colocar na lista filmes que não são recentes, mas pensei em filmes do final do ano de 2013 até ao término deste ano para colocar aqui. Lembrando que “a ordem dos fatores não altera o produto“.

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[Filme] O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit – War of The Five Armies), dirigido por Peter Jackson, estreou na semana retrasada nos cinemas tropicais do Brasil (eu acho). O último episódio da saga de Bilbo, Gandalf e a comitiva de anões, encabeçada por Thorin Escudo de Carvalho, pela Terra-Média rumo a Montanha Solitária de Erebor trouxe uma produção grandiosa, com efeitos magníficos e um roteiro pincelado para que, quem já tivesse lido ou soubesse sobre os spoilers dos acontecimentos, ficasse com uma expectativa a mais.

 

(Voa, voa dragãozinho!)

Finalizando a saga do hobbit e seu encontro com Um Anel, o filme tenta abordar um pouco o laço de amizade que os anões constroem com Bilbo ao longo da caminhada até Erebor. Os pequenos são o grande foco da série, sem dúvida. Quando estão em cena, os diálogos fluem e a trama se desenrola sem muitas pedras para bloquear o roteiro impactante que Jackson tenta trazer aos expectadores – o que não é ruim. A Batalha dos Cinco Exércitos tem uma chama a mais que os outros dois primeiros filmes, que é a luta do Dragão Smaug na Cidade do Lago, além da forma como foi adaptada uma guerra tão colossal ao pé da Montanha Solitária.

Smaug revela seu lado mais cruel e dracrônico nesse filme, o que muitos esperavam no anterior – A Desolação de Smaug. Aqui, o dragão aparece imponente com aquele jeito inteligente e menosprezador e lançando, com suas asas abertas, suas chamas mortais por toda Cidade.

Percebe-se que Jackson tenta ligar esse filme ao Senhor dos Anéis, introduzindo o mago de batalha Saruman, Elrond paladino, e a overpower Galadriel, além de Radagast, o mago castanho, contra alguns espectros e ameaça futura de Sauron, tentando conectar uma saga a outra. Não achei perda de tempo, pois muitos que foram ao cinema, penso, nem conhecem Senhor dos Anéis, e adoraram e acompanharam a trilogia de Bilbo e os anões. Mas isso não vem ao caso.

Os exércitos estão em uma produção de figurino e coreografia muito boa. Cada raça tem sua peculiaridade em relação a lutas e montarias. Assim, temos desde o tradicional cavalo, passando pelo Alce Gigante, por bodes, wargs e porcos como montaria. Legolas e Tauriel tem um destino que não esperava, em Legolas Folha-Verde faz algumas legolagens (vide Senhor dos Anéis), dando uma visão “desfocante” das lutas dos anões, humanos, elfos e bestas contra os orcs (coitados). Continuo com o pensamento de que tanto Legolas, como Tauriel NÃO PRECISAVAM estar no filme. Alfrid (Ryan Gage) é o alívio cômico aqui, mas não funcionou.

O filme tem uma ótima trilha sonora e um 3D não impactante, mas bem feito. Nesse terceiro filme, temos menos enrolação, com o objetivo mais visível. Temos Guerra, e isso resume muito bem a película, que coloca cenas com paisagens incríveis e carregadas de emoções. Peter Jackson acerta em muita coisa, realmente, mas o filme era o que eu já esperava – muita “peia”.  Em clima de despedida, Jackson nos coloca uma surra de efeitos maravilhosos, uma trama carregada de altos e baixos, diálogos desnecessários, mas com as raças da Terra-Média em confronto, nos dando outra visão do mundo fantástico de Tolkien. O Hobbit não é livro profundo, mas P.J. tenta colocar uma profundidade no roteiro. O que pode ter sido bom ou não. Quem decide é quem está assistindo.

No mais, quem não viu, veja. É um fanservice que merece ser visto – talvez, de uma vez só.

Filmes, Quadrinhos

[Filmes] Guardiões da Galáxia – Ame-o ou ame-o?

Há alguns dias, fomos conferir o novo filme da MARVEL: Guardiões da Galáxia, com a direção e roteiro de James Gunn e Nicole Pearlman, também roteirista.
Bom, o que falar do filme? Muita coisa. Guardiões da Galáxia (GoG) tem um bom roteiro, uma ótima direção e, até então, está no nível (ou talvez acima) das demais produções do Marvel Studios. Não tem como não se empolgar com o longa. É aquele tipo de filme em que você não sente a hora passar mesmo se a produção durasse cinco horas. Uma maestria que poucos conseguem realizar com a sétima arte, com empolgação do inicio ao fim.
O longa traz a história de uma das formações de GoG, a mais recente. É isso que o Marvel Studios fez, e pelo que parece, deu super certo focar numa equipe que possui um “Guaxinim” e uma “árvore humanoide” (Ent?), montando um elenco de personagens bizarros e carismáticos. Em uma sinopse rápida, temos o humano Peter Quill, interpretado pelo Chris Pratt, roubando um objeto que um alienígena deseja. Esse é Ronan (Lee Pace) , o Acusador da raça Kree que deseja a todo custo obter o objeto roubado por Quill. Assim, conhecemos outros personagens que vão atrás do autointitulado “Senhor das Estrelas” para capturá-lo: Gamora (Zoe Saldana), Rocket Raccon (Bradley Cooper) e Groot (Vin Diesel), e depois Drax (Dave Bautista), formando os Guardiões da Galáxia.

Gostei de todas as caracterizações. A apresentação dos personagens está bem trabalhada e, aos poucos, todos vão sendo explorados. O filme contém uns “easter eggs” interessantes de personagens que você, caso tenha lido ou tido algum contato com os quadrinhos, talvez deva conhecer, mas isso não influencia em “pn” do filme. Houve um medo por parte dos produtores, leitores, críticos e pessoas normais que o Rocket Cooper não funcionasse nos cinemas. Ledo engano. Rocket é um dos que chamam atenção. A dublagem de Bradley Cooper está fenomenal, e, pra mim, foi umas das coisas que fez  o “Guaxinim” funcionar. Mas não é só ele, não. Ao lado de Groot, seu incansável e instigador amigão, os dois formam umas das melhores duplas na adaptação. Groot é aquele tipo de personagem que você provavelmente vai amar, mas é possível que muitos sintam que ele ficou um pouco ingênuo e bobo na caracterização. Uma inverdade. Groot é um ser Colossus Floral, uma espécime raríssima das Galáxias e SUPER inteligente. Espero que trabalhem mais o personagem nas próximas aventuras da equipe.


Pratt está formidável no papel do Quill. Ele faz com que você se afeiçoe ao seu estilo Han Solo, sabe/ (Sim, há semelhanças com a obra do Lucas, mas isso não vem ao caso.) Gamora e Drax eram personagens os que poderiam fugir dessa questão de comicidade, mas não, eles também estão ótimos. Sinceramente, Drax Bautista era o meu medo nessa adaptação, trabalhado como só mais um cara com músculos na equipe. Acabei adorando o jeitão do personagem. Aquele humor mais “mistureba” do Drax, onde há uma leve acidez com uma “ingenuidade”, faz com que você goste de sua participação. Gamora é mais séria e dá um equilíbrio no time (até porque estamos da mulher mais letal da galáxia (ou não). Não sei ao certo se ela foi bem aproveitada ou se teve uma boa adaptação. Ao menos, esperava uma Gamora menos humana, com menos fraqueza. Outra observação é sobre Yondu, pois trabalharam o Bárbaro de Pele Azul como uma espécie de anti-herói.
O visual está espetacular, também. As ambientações chamam atenção, demonstrando uma bela direção de arte por detrás do trabalhoso GoG. Os cenários alienígenas, as naves, tudo está muito bem aproveitado no 3D (e se possível, assista em IMAX. Aí sim, é degustação visual). Só de lembrar ao ver o titã Thanos, bem realista por sinal, em um ótimo 3D me satisfez. As cenas das batalhas aéreas ficaram melhores do que as dos personagens em terra, a meu ver.
Outra característica é referencia musical que o filme traz. Anos 70 e 80 são as principais fontes que walkman de Peter Quill traz, colocando o filme um ar mais cômico ainda. Assim, temos desde Hooked on a Feeling, do Blue Swede, passando pelos saudosos Jackson 5, com I Want You Back, até Cherry Bomb, do The Runaways e Come and Get You Love, do Redbone. A referência à fita cassete em um mundo totalmente digital é ótima, traz um sorriso amarelo aos rostos e se encaixa perfeitamente na narrativa. Aliás, segue abaixo a trilha sonora supimpa. Basta clicar para curtir <3

Awesome Mix Vol. 1 from amadfangirl on 8tracks Radio.

No mais, Guardiões da Galáxia está no top 5 de melhores do ano. E sinceramente, no melhor posto de filmes da Marvel, até então. Que me desculpem os Soldados Invernistas e os Vingadoretes, mas Groot, Rocky, Quill, Gamora e Drax, não necessariamente nessa ordem, me fizeram mudar de opinião. Em suma, tem-se um filmaço, muito bem produzido e ambientado. E por conta da confiança no sucesso do filme, o estúdio já confirmou a continuação. Assim, espera-se que Guardiões da Galáxia possa ser uma brecha boa para outros personagens que ficaram e ficam escondidos nas galáxias.

 

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[Filmes] “I know you I walked with you once upon a dream”

E eis que depois de muita espera, muita ansiedade gerada por trailers fenomenais, pôsteres e teasers capazes de te fazer desmaiar, Malévola estreou nessa última quinta feira, 29/05. Ao contrário da expectativa que o longa causou (mérito à Disney e a excepcional divulgação que foi feita. Sério, eu me arrepiava horrores com os vídeos lançados na página oficial do estúdio), saí do cinema com uma sensação de incompletude. Satisfeita sim, pois há vários pontos no longa que me agradaram bastante e gostei demais da forma como alguns fatos foram construídos e trabalhados, mas não é a primeira vez que vejo a uma mega produção do gênero e sinto que faltou algo para tornar o trabalho ainda melhor.
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Filmes

[Filmes] O Espetacular Dr. Manhattan: A ameaça do Aranha

Bem, eu não queria ir ao cinema ver o novo filme do Aranha, mas, por conta do destino, minha namorada e eu acabamos indo conferir a película. Já tinha escutado sobre o filme, e a maioria das críticas eram: o filme não está bom, não precisava colocar mais de um vilão, as cenas foram mal aproveitadas, dente outras. Acabamos conferindo a versão dublada, e a experiência não foi nada boa.
Pois bem, o filme é dirigido por Marc Webb, que para quem não sabe ou não lembra, foi diretor de 500 Dias com Ela (um ótimo filme, por sinal), e conta a sequência do reboot do Homem-Aranha nos cinemas mundiais. Temos uma ótima qualidade nos efeitos, filmado no formato 35mm. As cenas dos saltos, das lançadas de teias entre os prédios estão fantásticas, mesmo. O que é bom para O Espetacular Homem-Aranha: A Ameaça de Electro. Isso não quer dizer que o filme vai agradar a todos os gostos, mas sem dúvidas, temos uma estética plausível.


Fazendo um pequeno resumo do filme, temos um Peter Parker (protagonizado por Andrew Garfield) mais solto em seu alter-ego Homem-Aranha. Ele ainda namora com Gwen Stacy (Emma Stone), mas vive no dilema entre terminar o namoro ou continuar com seu grande amor, por conta do fantasma do pai de Gwen, que o ainda assombra. Peter se sente culpado pela morte do Capitão Stacy e ainda está à procura de alguma informação que leve ao desaparecimento de seus pais. Nesse contexto, temos o retorno de um velho amigo de Peter, Harry Osborn (interpretado pelo Dane DeHann), como herdeiro da Oscorp e o surgimento de um novo vilão, alucinado e com problemas de relacionamento social, Electro (Jaime Foxx).


O legal desse Aranha é que vemos aquele Homem-Aranha “engraçadão” e piadista das hqs. As cenas entre Peter e Gwen são ótimas. A dinâmica entre os dois atores é plausível, foi ótimo ver a química que há entre eles, o que não rola tanto com Jamie Foxx. Electro é desenvolvido aos poucos. Temos Foxx, que considero um puta ator, no papel de Max Dillon, mas este fica meio perdido na trama, pois acabou não engatando na construção de Electro. Porém, me surpreendi com o personagem na sua transformação em, como todos dizem… Dr. Manhattan. Esse é um dos problemas de se trabalhar com uma linha de roteiro onde há vários caminhos e é isso que vemos no filme. Mesmo tendo um pôster muito legal, vemos apenas uma nota introdutória de Rino (Paul Giamatti ganhando o seu belo dinheiro) e uma apresentação diferenciada de Harry como Duende Verde. Outro ponto negativo foi a falta de explicação para a doença de Harry. Terminamos o filme sem compreender o que realmente o afeta e como isso se manifesta em seu corpo.


As cenas de lutas estão boas, mas em muitas tomadas vemos pouca empolgação nas cenas. A luta de Electro com o Aranha é boa, mas não empolga ao ponto de você ficar: “caraleo, que massa!” Um ponto legal foi a questão do neon na luta, dando um ar mais “electric style” nas habilidades do Electro. Sobre o Duende (Dane DeHan), o ator é até bom, mas o personagem dele não. Errou na tonalidade. Errou na caracterização. Não consigo nem comparar com o antigo, Willem Dafoe, que estava estonteante.

Pontos positivos: Peter e Gwen; Estética da película; Presença cativante e bem humorada do Homem-Aranha; Caracterização do Electro e Boas cenas de lutas.
Pontos Negativos: Falta de bons diálogos; Roteiro; Trilha sonora; Caracterização do Duende Verde.

Vá ao cinema, mas não espere nada épico.