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Literatura

Filmes, Literatura, Livros

[Filmes] Jogos Vorazes – Em Chamas

Eis que, após longos meses de muita ansiedade e espera, finalmente pudemos assistir ao segundo filme da trilogia Jogos Vorazes: Em Chamas. E, ainda em êxtase, eu (comentários em azul) e a Sarah Fortes (comentários em rosa) resolvemos fazer uma resenha dupla do longa.

OBS: Esse post poderá conter spoilers sobre o livro. Portanto, se você ainda não o leu, é aconselhável que pare a sua leitura aqui.

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Especial, Literatura, Livros

[Especial] Peter Pan e festa de casamento = amor infinito

 

Ontem, a Sarah Fortes (uma das colaboradoras lindas do blog) me mostrou esse post no Buzzfeed e eu, como boa fã de Peter Pan, surtei horrores. Como se não bastasse a história do menino que não queria crescer ser mágica o suficiente, a empresa americana Pink Parasol Designs teve a ideia de oferecer um tema de casamento baseado na obra de J. M. Barrie. O resultado do projeto foi registrado pelo fotógrafo Andy Sams. Preciso mesmo dizer que quero me casar com uma festa dessas?
Adaptei o post do Buzzfeed e coloquei alguns comentários pessoais (e infames)! Vocês podem acessar o original clicando aqui!

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Literatura, Livros, Resenhas

[Resenha] O Teorema Katherine, John Green

Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

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Literatura, Livros, Os Olhos de Ravena

[Os Olhos de Ravena] Mas afinal, Kami, que história é essa?

(Saoirse Ronan, minha Ravena ♥)

Ontem (sábado, dia 06/07), fui convidada para participar de um bate-papo na Livraria Saraiva daqui de Fortaleza. Foi um evento bastante legal e vários escritores marcaram presença (Mateus Lins; Ana Aguiar; Pablo Vargas, Janaína Rico e Eleonor Hertzog). No meio da conversa, a Jordana (blogueira do Feed Your Head) me perguntou sobre o novo projeto e eu não resisti: acabei falando um pouco sobre ele e sobre o processo de escrita. Foi a primeira vez que falei em público sobre Os Olhos de Ravena.

Tá, tia Kami, mas o que diabos é “Os Olhos de Ravena”?

Para quem não sabe, ano passado concorri ao edital da Funarte/Biblioteca Nacional para a Bolsa de Criação Literária. O projeto que mandei foi inspirado em um conto inacabado que fiz no início de 2011, apenas com alguns acréscimos. Não fui aprovada, mas o projeto tomou proporções e rumos que eu não esperava. Obviamente, resolvi continuar.
Foi daí que nasceu “Os Olhos de Ravena”.
Em poucas palavras, a história fala sobre Ravena Sombra, uma adolescente do tipo patricinha insuportável. Ela sabe que é linda, sabe que chama a atenção e usa isso para se sobressair na escola como a garota pop, invejável e desejada. O que Ravena não esperava era descobrir, em pleno terceiro ano do Ensino Médio, ser portadora uma doença genética chamada Retinose Pigmentar, que degenera a retina gradativamente. Assim sendo, a visão da garota tem prazo de validade e todo o seu mundo (superficial e montado em estereótipos) vai começar a ruir.
O livro é um drama teen que pretende abordar a mudança de comportamento de Ravena a partir do momento em que ela descobre a doença. Para isso, a ajuda de Daniel Paiva (♥), um jovem violinista que se tornará amigo da nossa mocinha, será essencial e… A partir daqui, não posso contar mais nada 😛

Caramba! Tem data para sair?

Por ora, não. A história está 89% montada na minha cabeça (e no caderno), mas a pesquisa de campo é muito vasta e intensa. Desde novembro do ano passado, estamos (sim! Na terceira pessoa do plural, porque tem MUITA gente iluminada me ajudando nessa) pesquisando conforme o tempo permite. Montamos entrevistas para serem realizadas com médicos e portadores de RP, estamos pretendendo nos inscrever em cursos de leitura em braile, visitamos o Instituto dos Cegos daqui de Fortaleza… Mas, ainda assim, faltam detalhes para que a história possa andar. Esperamos que, com a divulgação do projeto na Internet, o material de pesquisa cresça cada vez mais 🙂
O livro está em seu primeiro tratamento e sendo betado por quatro pessoas (betas ma-ra-vi-lho-sas, que me aguentam horrores!): Bruna Vasconcelos, Ariane Muniz, Maria Artese e Letícia Braz. O desenho para uma capa está em processo e será ilustrado pela querida Juliana Rabelo. Assim que ele sair, estarei divulgando!
Mas, quem tiver gostado do plot, não fique triste! Vocês podem acompanhar as novidades não apenas aqui pelo blog, como também pela página do livro no Facebook (clique aqui para acessar!) e já podem degustar a playlist aqui.

No mais, é isso. Aguardem novidades!
Obrigada!
Kami

 

(Ps – tenho uma lista IMENSA de agradecimentos a serem feitos, mas vou guardá-la para os próximos capítulos ♥)
(Ps 2 – Acharam mesmo que ficariam sem um aperitivo do Dan, né? :p)

Literatura, Livros

[Literatura] E-books: minha experiência.

Acredito que, como qualquer leitor acostumado aos livros físicos, fui duramente contra os e-books tão logo soube da existência deles. Como assim? A era digital quer extinguir também os livros, invenção mais antiga que meus tatatatataravós? – sim, esse foi meu primeiro pensamento. Eu me recusava a aderir a essa nova febre com firmeza (se eu já não conseguia ler no computador, quem dirá em um dispositivo próprio para esse fim?).
Meu pensamento começou a mudar quando, na faculdade, comecei a sentir falta de um aparelho para colocar todos os livros que eu precisava ler. Vejam bem, eu realmente não consigo ler no computador (porque minha distração sempre fala mais alto) e havia vários livros que eram leitura obrigatória no currículo e não existiam na biblioteca. Torci o nariz e comprei um tablet (o kindle ou o kobo estavam fora de cogitação na época). E foi com Coração, Cabeça e Estômago, do Camilo Castelo Branco, que percebi que livros digitais não eram assim tão ruins.

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Literatura, Livros

[Resenha] Axolotle Atropelado – Helene Hegemann

Sinopse:

“Vidas terríveis são a maior das felicidades”, desabafa Mifti em seu diário. Aos dezesseis anos, ela assumiu sua condição de “garota-problema” participante da cena underground de Berlim, onde mora desde a morte da mãe. A narrativa de suas experiências, radicalmente influenciadas pelo uso de drogas diversas, faz o leitor mergulhar em uma sequência de acontecimentos paradoxais e incomuns. Em sua busca por uma parceria e por uma compreensão incondicional, ela encontra um mascote exótico e surpreendente: o axolotle — uma espécie de salamandra mexicana que, por um defeito genético, permanece em estado larvário, sem se desenvolver. Com uma linguagem poderosa e inteligente, Helene Hegemann traz em Axolotle atropelado uma torrente de situações nas quais o sonho, o pesadelo e a realidade nua e crua se mesclam, e nem mesmo se diferenciam: apontam para um interessante jogo de intertextualidade e de referências que marca essa novíssima autora da literatura contemporânea.

Desde Eu, Christiane F.: treze anos, drogada e prostituída, livros que abordam o tema “drogas” me atraem. Seja pela crueza com que são escritos, seja pelo choque de realidade  (vejam bem: além de nunca ter me envolvido com drogas pesadas, passo longe de cigarros e bebidas alcoólicas), o fato é que sempre os procuro. Com Axolotle Atropelado, não foi diferente. Porém, admito que o efeito que eu pretendia que a história me causasse não foi o esperado.
Helene Hegemann escreve bem, mesmo que vários trechos de Axolotle tenham sido copiados e alterados de blogs que ela lia (sim, isso aconteceu. E mesmo que haja os créditos ao final do livro, toda essa polêmica deu uma bela confusão). A autora tem uma sensibilidade aguçada e conseguiu se transportar primorosamente para a sua personagem, me fazendo cogitar até mesmo se a própria Helene passou por alguma daquelas experiências. Até aí, tudo bem, mérito da escritora. Contudo, foi essa mesma sensibilidade que prejudicou a minha leitura e me fez dar grandes pausas para fazer aquela pergunta não muito legal: “como é que é?”.
A forma com a qual o livro foi escrito sugere o estado permanente de “viagem” da protagonista, Mifti. A impressão que dá é a de que a menina está drogada da primeira à última página, sem nenhum momento de consciência. E se já é complicado você entender os seus próprios pensamentos enquanto sóbrio, imagine quando se é viciado em heroína? A confusão é instalada desde o início e é bastante complicado você retirar algo de concreto dos relatos de Mifti.  Junte a isso o fato da linguagem chula ser quase predominante na narrativa, dos personagens secundários aparecerem e desaparecerem sem que você saiba como e do axolotle que nomeia a obra ter tido apenas uma rápida aparição. Deu para entender?
Juro que tentei ler o livro de coração e mente aberta, que tentei compreender a mensagem que Mifti queria (ou não) transmitir, que tentei me colocar em seu lugar de menina rica e sem atenção e ver o que a levou a seguir o caminho das drogas… Mas é com pesar que admito que não consegui. Simplesmente não deu, terminei o livro com a cabeça cheia de nós e com a incerteza de que o leria outra vez.  Quem sabe uma segunda leitura não esclareça melhor os meus pensamentos? Só não sei se terei estômago (e juízo) suficiente para pegar novamente em Axolotle Atropelado.
Apesar de tudo, recomendo o livro. Acredito que pessoas que apreciem narrativas quase surreais possam se interessar por Mifti e seus causos. Porém, quem gostar de histórias à Christiane F., prepare-se para encontrar um livro totalmente diferente.  E não, não cheguem com muita sede ao pote.

Literatura, Livros, Resenhas

[Resenha] A Hospedeira – Stephenie Meyer

Sinopse (tirada do Skoob):

Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.

 

Preciso ser muito franca com relação à Hospedeira: relutei bastante em ler o livro. Minha experiência com a saga Crepúsculo não foi nenhum pouco boa e não foi apenas por causa da forma como a Meyer trabalhou o mito do vampiro. O andar lento da história me incomodou, a extrema melosidade (que chegava até a me parecer irreal em alguns momentos), personagens secundários maravilhosos, mas que não foram tão bem explorados (em contrapartida, protagonistas sacais e irritantes)… Enfim, uma série de fatores me fez ficar decepcionada com o que li em Crepúsculo e ficar na defensiva com o jeito de escrever da Meyer.
E então, chegou A Hospedeira. Comprei em promoção muito tempo após o lançamento e o li como o terceiro livro do meu Desafio Intrínseca. Devo dizer que me surpreendi bastante: e positivamente.

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Literatura, Livros, Resenhas

[Resenha] A Culpa é das Estrelas – John Green

Sinopse:

A Culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

 

A Culpa é das Estrelas foi o primeiro livro que li do Desafio Intrínseca (leia sobre isso clicando aqui). Ele já estava na minha estante há alguns meses e eu o peguei sem pretensão alguma, para ler no restinho das minhas férias de março. Eu sabia mais ou menos o que esperar da história, mas, ainda assim, fui surpreendida positivamente. Foram lágrimas derramadas e muitos, muitos risos dados no decorrer das suas 283 páginas.
Hazel Grace é uma paciente terminal. Foi diagnosticada com câncer quando ainda era muito jovem, mas um determinado remédio conseguiu fazer o seu tumor encolher o suficiente para lhe dar mais alguns anos de vida. A morte é uma questão que predomina em seus pensamentos com frequência e não é à toa que Hazel está deprimida.

Só tem uma coisa pior nesse mundo que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer: ter um filho que bate as botas por causa de um câncer.

Por insistência da sua mãe, a menina aceita ir ao Grupo de Apoio a Crianças com Câncer para poder sair de casa e tentar interagir com outras pessoas que compartilham problemas parecidos. O que Hazel não esperava era que Augustus Waters também fosse ao encontro no mesmo dia. E, menos ainda, que ele flertasse com ela.

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Literatura, Livros, Resenhas

[Resenha] Lola e o Garoto da Casa ao Lado – Stephanie Perkins

A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.

O meu interesse por Lola surgiu, primeiramente, por causa da capa. Preciso confessar que achei uma verdadeira gracinha a menina de cabelo bicolor e olhos gigantes, que mais lembrava uma boneca tamanho GG, com a cabeça encostada no ombro do rapaz. É uma imagem bem delicada, o que muito me agradou.
E, no meu aniversário passado, uma amiga me presenteou com o livro. Li-o em apenas quatro dias, para aliviar a cabeça cheia de teoremas linguísticos e literários.
O livro narra a história de Lola, uma adolescente de estilo incomum e irreverente que namora um cara cinco anos mais velho, tem pais gays e um grande trauma. Seus maiores desejos são ir ao baile de formatura vestida à Maria Antonieta, ter o seu relacionamento aceito pela família e nunca mais ver os gêmeos Bell. Porém, com o decorrer das páginas, parece que alguns de seus desejos estão bem difíceis de se realizar.
A escrita do livro e simples e juvenil e a história, leve e divertida, embora eu não tenha recebido o enredo com tanta empolgação. Apesar do seu estilo peculiar, Lola não foi uma personagem que me cativou. Acredito que a autora poderia ter trabalhado também outras características da personagem que não fossem apenas os seus medos e anseios amorosos. Cricket também não foi um personagem que me impressionou, ainda que eu tenha gostado do seu perfil. Quem realmente ganhou minha afeição foram os pais de Lola, Andy e Nathan, todos cheios de cuidados. Gostei mais ainda de Andy e imaginei como seria gostoso comer um de seus bolinhos.
A surpresa maior foi ver os personagens de Anna e o Beijo Francês como coadjuvantes no livro. Eu ainda não li o primeiro trabalho de Perkins e preciso admitir que fiquei curiosa para conhecer a história de Anna e St. Clair (que ganhou totalmente o meu coração!).
Apesar da história de Lola não ter me cativado tanto, ela veio no momento certo. Porque, para aliviar os estresses de um final de semestre da faculdade, nada melhor do que ler uma história de amor cheia de altos e baixos, com uma protagonista indecisa e que vive se metendo em encrenca.

Especial, Literatura

[Especial] Top 5 de personagens femininas

Em homenagem ao dia da mulher, fiz um rápido Top 5 com as personagens que, ao meu ver, foram marcantes de uma forma ou de outra.

5 – Rose Hathaway (Vampire Academy, Richelle Mead)

É um pouco difícil eu me afeiçoar a protagonistas de livros YA. Porém, a Rose foi uma das primeiras meninas que me conquistou logo de cara. Sua postura de “eu sou forte, se você vier para cima de mim, vai apanhar” é meio que uma máscara que ela usa para esconder sua fragilidade. Rose é determinada e luta pelo que acredita, mesmo que isso lhe traga problemas futuros ou a machuque. É uma personagem cativante que eu não poderia deixar de colocar aqui.

 

4 – Yvaine (O Mistério da Estrela, Neil Gaiman)

 

Como não gostar da estrela irritadiça que Neil Gaiman criou? Yvaine é uma personagem que, a princípio, te diverte e te irrita ao mesmo tempo. Ela está com raiva porque caiu do céu, porque está machucada e porque Tristran Thorn faz questão de querer arrastá-la para seu plano maluco e que não tem futuro nenhum. Até o ódio por todos esses acontecimentos amainar um pouco, é impossível não rir com os xingamentos e reclamações de Yvaine, e mais impossível ainda não criar um carinho especial por essa estrela que olha para o céu com saudades de lá.

 

3 –  Mina Harker (Drácula, Bram Stoker)

 

Mina foi uma das primeiras personagens da literatura clássica que me cativou. Diferentemente de outras (e de sua amiga Lucy, cuja fragilidade me irritou bastante), ela não se mostra uma dama que precisa ser protegida o tempo inteiro. Mina luta ao lado de seu marido e de seus companheiros contra Drácula, demonstrando força e inteligência. Devo ressaltar, porém, que a personagem do livro é completamente diferente daquela apresentada no filme de Francis Ford Copolla.

 

2 – Capitu (Dom Casmurro, Machado de Assis)

Não importa se Capitu traiu ou não o Bentinho, o fato é que a jovem dos “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” é um marco na literatura brasileira. Capitu é outra mulher a frente do seu tempo, sem dúvidas. Sua sagacidade e inteligência são notórias. Para mim, ela não foi infiel porque seu amor por Bentinho e sua luta em busca da conquista desse  é bem evidente desde o início do livro. Contudo, a sua postura incomum sempre foi mal interpretada

 

1 – Morgana (Brumas de Avalon, Marion Zimmer Bradley)

 

Eu poderia falar de várias das personagens femininas criadas por Marion em seu universo arturiano, cada uma com sua peculiaridade. Temos Viviane, Igraine, Gwenhwyfar (ou Guinevere), Morgause, Niniane, Raven, Nimue… Mas nenhuma, nem mesmo a Senhora do Lago, foi tão marcante para mim quanto Morgana. Morgana, filha de Igraine e de Gorlois, foi muito cedo convocada a Avalon. Cresceu lá, sob os cuidados das sacerdotisas, passou por provas ferrenhas para poder, algum dia, ocupar o posto de Viviane e impedir que a ilha desaparecesse nas brumas. Morgana é uma personagem que se sobressai entre as outras. Em uma época em que as mulheres não tinham voz alguma e em que o Cristianismo está tomando força, ela deixa bem claro em quê acredita e não mede esforços para defender suas crenças. É mal vista por conta da sua independência, é chamada de bruxa várias vezes, comete vários erros… Mas é uma mulher admirável. Não é a toa que ela ganhou o primeiro lugar do meu pequeno top 5 🙂

E para vocês? Quais mulheres são admiráveis na literatura? E na vida real?
Desejo a todas um feliz dia da mulher 🙂