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Quadrinhos

Mangás, Quadrinhos, Resenhas

[Resenha] Vitamin – Keiko Suenobu

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Definitivamente, Vitamin (Editora JBC, 2015) será um mangá que levarei um bom tempo para me desapegar, carregando comigo todas as impressões que ele me trouxe. Asseguro isso porque, mesmo após o fim das 185 páginas que contam a história de Sawako, reabri minha edição para reler trechos, analisar os desenhos, confirmar que aquilo havia, de fato, acontecido. E esse exercício foi tão doloroso quanto ler o enredo pela primeira vez.
Em Vitamin, conhecemos a Sawako, essa estudante de 15 anos prestes a fazer um vestibulinho, que a garantirá entrar num bom colegial japonês. No início do mangá, Sawako é a típica personagem de aventura shoujo: uma garota submissa, sem muitas características que a destaquem e que tenta agradar todo mundo, menos ela mesma. Isso se torna ainda mais claro quando, contra sua vontade, a menina aceita transar com o namorado em sala de aula e é surpreendida por um colega de sala. É aí que o inferno na vida da nossa protagonista começa.

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Filmes, Quadrinhos

[Filmes] Homem Formiga é sua estreia de Golias

Na quinta-feira passada, tivemos a estreia de mais um personagem da MARVEL nos cinemas mundiais. Homem-Formiga (Ant-Man, 2015) foi mais uma das apostas arriscadas (lembrando que Guardiões da Galáxias também era visto assim) do estúdio no meio cinematográfico. Ora, trata-se de um dos personagens menos conhecidos da editora e que não conseguiu segurar uma grande história em seus arcos! Porém, tentar nunca é demais…

Quando o trailer foi lançado, era confuso, misturando cenas de comédia, drama e ação que não se encaixavam e forçavam uma união. Não dava para criar muitas expectativas com o material de divulgação.
Não sei se todos que foram ou vão ver o filme sabem, mas o Hank Pym, o primeiro Homem-Formiga, é um dos fundadores dos Vingadores nos quadrinhos. No filme, porém, Pym, interpretado pelo velho conhecido Michael Douglas (que retorna com força ao cinema), já está aposentado de seus atos heroicos como Homem-Formiga. Scott Lang, vivido por Paul Rudd, acabou de sair da prisão e foi chamado por Pym para receber o manto do Formiga e acabar com o plano de um CEO ( Corey Stoll) de criar um traje parecido. Além da filha de Pym, Hope (Evangeline Lilly), temos também Luis (Micheal Peña), amigo de Scott que coloco como uns do melhores personagens do filme. Luis é parte do alívio cômico, junto ao Scott, e faz um ótimo papel como coadjuvante.

A atuação de Rudd é cômica como o esperado. Os poderes do Homem-Formiga no filme são bem trabalhados, e você percebe como o traje é essencial ao personagem, atuando na capacidade de encolher e aumentar. Outro ponto bacana é a relação que se forma entre as formigas e o protagonista, pois o herói aqui se transforma em líder para as pequenas. A participação das formigas no filme são as armas do próprio herói, pois o suporte que elas lhe dão são essenciais.
Além da transição entre macro e micro, o longa traz um pano de fundo com teor bastante emocional, onde temos dois pais e duas filhas que precisam se entender de alguma forma. Outro ponto alto é a batalha final, que não precisou de uma cidade destruída para chamar a atenção e impactar (a batalha no trenzinho é fenomenal!)

Como em todo filme desse universo, espera-se que haja referências aos outros personagens. E, bom, acontece. Não vou listar porque pode perder a graça para alguns, mas são simples e estão lá. Basta conhecer um pouco sobre as produções da Marvel.

Homem-Formiga está entregue. As cenas de ação são ótimas, os personagens estão bem encaixados com seus atores, a qualidade gráfica está, ó: foda. Esse filme acertou, e a Marvel provou que suas apostas tem sido corretas. Que venham mais sucessos! A gente só ganha <3

 

Quadrinhos, Resenhas

[Quadrinhos] Pânico no José Walter – O maníaco que seviciava mulheres – Talles Rodrigues

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A primeira vez que escutei falar sobre Pânico no José Walter – O Maníaco que Seviciava Mulheres (Independente, 2014), foi através da Juliana Rabelo, minha amiga, que divulgou o projeto através do Facebook. Na época, o Talles estava arrecadando fundos pelo Catarse (uma plataforma de crowdfunding que merece ser conferida!) para a publicação e não pensei muito em ajudá-lo na sua empreitada, mas, por um distúrbio na força, não consegui pagar a tempo. Não participei da arrecadação, mas, para mim, era impossível deixar de conferir o trabalho de um quadrinista que aborda uma das lendas urbanas mais famosas da nossa terrinha.

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Explicando o contexto geral do trabalho e da história: para quem não sabe, Pânico no José Walter surgiu como o TCC do Talles Rodrigues, que estava se formando em jornalismo pela Universidade Federal do Ceará.  Logo, o quadrinho é uma forma de reportagem investigativa sobre um caso criminoso que deixou Fortaleza – principalmente o bairro José Walter – de cabelos em pé no final da década de 80. O maníaco em questão é o Cortabundas – um rapaz que entrava de madrugada na casa  de várias idades e cortava com navalha suas nádegas. A série de ataques durou por volta de dois anos e, até hoje, há controvérsias a respeito da autoria dos crimes. A história acabou se tornando uma lenda urbana do imaginário cearense, mas, segundo Talles, estava começando a cair no esquecimento coletivo.

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O livro é muito, muito bom. O desenho de Talles não é cheio de detalhes, mas é muito bonitinho. Lembra os traços de Bryan Lee O’Malley, autor de Scott Pilgrim, e os desenhos da Cartoon Network e, em alguns momentos, ganha traços típicos dos mangás – o próprio autor assumiu que é fã da cultura japonesa e que, quando adolescente, foi otaku.  É legal salientar que Talles se retrata nos quadrinhos, narrando suas andanças atrás de material para o TCC, e isso cria um elo de intimidade entre o leitor e o autor. Você ri do desespero do rapaz, da sua timidez na hora de entrar em contato com seus entrevistados, e acaba se sentindo vitorioso por ele ter alcançado os seus objetivos. Outra coisa muito bacana foi que o Talles manteve o nosso jeito “cearês” de falar. Eu não consegui reprimir o sorriso ao ver as personagens falando coloquialmente, e isso foi outro fato de aproximação entre público e criador.

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A respeito do Cortabundas, não posso falar muitas coisas, pois, senão, entrego pontas importantes. Apenas saliento que não conseguirei mais enxergar o José Walter da mesma forma – e, assumo, houve momentos em que fiquei bastante assustada lendo. Já imaginou ser vítima de um desconhecido que entra na sua casa para… cortar suas nádegas? E viver numa sensação de insegurança, de pânico e paranoia (não que hoje estejamos muito diferentes, mas…)?

Pânico no José Walter – O maníaco que seviciava mulheres é leitura indicadíssima – tanto para as pessoas da terrinha quanto para os de fora. Vocês não se arrependerão de ter esse material em mãos – vale muito a pena!
Muito orgulho de você, Talles! Parabéns pelo excelente trabalho!

Filmes, Quadrinhos

[Filmes] Guardiões da Galáxia – Ame-o ou ame-o?

Há alguns dias, fomos conferir o novo filme da MARVEL: Guardiões da Galáxia, com a direção e roteiro de James Gunn e Nicole Pearlman, também roteirista.
Bom, o que falar do filme? Muita coisa. Guardiões da Galáxia (GoG) tem um bom roteiro, uma ótima direção e, até então, está no nível (ou talvez acima) das demais produções do Marvel Studios. Não tem como não se empolgar com o longa. É aquele tipo de filme em que você não sente a hora passar mesmo se a produção durasse cinco horas. Uma maestria que poucos conseguem realizar com a sétima arte, com empolgação do inicio ao fim.
O longa traz a história de uma das formações de GoG, a mais recente. É isso que o Marvel Studios fez, e pelo que parece, deu super certo focar numa equipe que possui um “Guaxinim” e uma “árvore humanoide” (Ent?), montando um elenco de personagens bizarros e carismáticos. Em uma sinopse rápida, temos o humano Peter Quill, interpretado pelo Chris Pratt, roubando um objeto que um alienígena deseja. Esse é Ronan (Lee Pace) , o Acusador da raça Kree que deseja a todo custo obter o objeto roubado por Quill. Assim, conhecemos outros personagens que vão atrás do autointitulado “Senhor das Estrelas” para capturá-lo: Gamora (Zoe Saldana), Rocket Raccon (Bradley Cooper) e Groot (Vin Diesel), e depois Drax (Dave Bautista), formando os Guardiões da Galáxia.

Gostei de todas as caracterizações. A apresentação dos personagens está bem trabalhada e, aos poucos, todos vão sendo explorados. O filme contém uns “easter eggs” interessantes de personagens que você, caso tenha lido ou tido algum contato com os quadrinhos, talvez deva conhecer, mas isso não influencia em “pn” do filme. Houve um medo por parte dos produtores, leitores, críticos e pessoas normais que o Rocket Cooper não funcionasse nos cinemas. Ledo engano. Rocket é um dos que chamam atenção. A dublagem de Bradley Cooper está fenomenal, e, pra mim, foi umas das coisas que fez  o “Guaxinim” funcionar. Mas não é só ele, não. Ao lado de Groot, seu incansável e instigador amigão, os dois formam umas das melhores duplas na adaptação. Groot é aquele tipo de personagem que você provavelmente vai amar, mas é possível que muitos sintam que ele ficou um pouco ingênuo e bobo na caracterização. Uma inverdade. Groot é um ser Colossus Floral, uma espécime raríssima das Galáxias e SUPER inteligente. Espero que trabalhem mais o personagem nas próximas aventuras da equipe.


Pratt está formidável no papel do Quill. Ele faz com que você se afeiçoe ao seu estilo Han Solo, sabe/ (Sim, há semelhanças com a obra do Lucas, mas isso não vem ao caso.) Gamora e Drax eram personagens os que poderiam fugir dessa questão de comicidade, mas não, eles também estão ótimos. Sinceramente, Drax Bautista era o meu medo nessa adaptação, trabalhado como só mais um cara com músculos na equipe. Acabei adorando o jeitão do personagem. Aquele humor mais “mistureba” do Drax, onde há uma leve acidez com uma “ingenuidade”, faz com que você goste de sua participação. Gamora é mais séria e dá um equilíbrio no time (até porque estamos da mulher mais letal da galáxia (ou não). Não sei ao certo se ela foi bem aproveitada ou se teve uma boa adaptação. Ao menos, esperava uma Gamora menos humana, com menos fraqueza. Outra observação é sobre Yondu, pois trabalharam o Bárbaro de Pele Azul como uma espécie de anti-herói.
O visual está espetacular, também. As ambientações chamam atenção, demonstrando uma bela direção de arte por detrás do trabalhoso GoG. Os cenários alienígenas, as naves, tudo está muito bem aproveitado no 3D (e se possível, assista em IMAX. Aí sim, é degustação visual). Só de lembrar ao ver o titã Thanos, bem realista por sinal, em um ótimo 3D me satisfez. As cenas das batalhas aéreas ficaram melhores do que as dos personagens em terra, a meu ver.
Outra característica é referencia musical que o filme traz. Anos 70 e 80 são as principais fontes que walkman de Peter Quill traz, colocando o filme um ar mais cômico ainda. Assim, temos desde Hooked on a Feeling, do Blue Swede, passando pelos saudosos Jackson 5, com I Want You Back, até Cherry Bomb, do The Runaways e Come and Get You Love, do Redbone. A referência à fita cassete em um mundo totalmente digital é ótima, traz um sorriso amarelo aos rostos e se encaixa perfeitamente na narrativa. Aliás, segue abaixo a trilha sonora supimpa. Basta clicar para curtir <3

Awesome Mix Vol. 1 from amadfangirl on 8tracks Radio.

No mais, Guardiões da Galáxia está no top 5 de melhores do ano. E sinceramente, no melhor posto de filmes da Marvel, até então. Que me desculpem os Soldados Invernistas e os Vingadoretes, mas Groot, Rocky, Quill, Gamora e Drax, não necessariamente nessa ordem, me fizeram mudar de opinião. Em suma, tem-se um filmaço, muito bem produzido e ambientado. E por conta da confiança no sucesso do filme, o estúdio já confirmou a continuação. Assim, espera-se que Guardiões da Galáxia possa ser uma brecha boa para outros personagens que ficaram e ficam escondidos nas galáxias.

 

Quadrinhos

[Quadrinhos] E a espera “cabô’! MSP lançará Bidu.

Depois de um curto período, na verdade, sairá a nova Graphic Novel do selo MSP – Maurício de Sousa Produções, com quem? Com ele (s2) Bidu.

O nome divulgado editor Sidney Gusman foi Bidu – Novos Caminhos, e os artistas Eduardo Damasceno e Luís Felipe serão os autores dessa nova saga que contará os dramas e aventuras de Bidu e Franjinha. :3

Pelo visto, o lançamento ocorrerá após o período de julho, quando será a Bienal do Livro em Sampa (São Paulo). LOL

E vou logo adiantando, até agora, nenhuma HQ desse selo me decepcionou.  Logo, essa é compra garantida.

Abaixo vemos o  capa oficial divulgada.

 

 

Quadrinhos

[Quadrinhos] Por onde eu começo a ler Batman?

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Olá, cambada. Feliz 2014! 😀

Vejo muita cambada nova, ou mesmo “velha”, começando a acompanhar (ou tentar) os passos do Homem Morcego pelo mundo da arte das historias em quadrinhos, e isso pode ser bem complicado dado aos numerosos volumes que existem sobre o herói. Aí, fica aquela dúvida: POR ONDE DIABOS EU COMEÇO?
Bem, pensando nisso, nas várias promoções que encontramos pela internet e nos trocentos blogs e site com informações a respeito, digo uma coisa: comece pelos encadernados. Sim, aqueles de capa dura e com um custo maior do que aqueles pequenos e avulsos exemplares que se encontram pelas bancas de revistas mundo à fora. Fiz uma pequena lista de alguns encadernados que valem a pena entrar na sua coleção. Vamos conferir?

Ano Novo, Livros, Mangás, Quadrinhos, Retrospectivas

[Retrospectiva 2013] – As melhores leituras do ano

(Lola, minha Pullip Grell, fotografada nesse domingo pela toda fofa da Luana Rôla )

 

Se tem uma coisa que considero bem divertida para se fazer nesses últimos dias do ano é montar retrospectivas. E 2013 foi um ano (da serpente!) super agitado e cheio de coisas boas, o que me deixa mais empolgada ainda para montar listas das melhores coisas que vi, que registrei, que li… Pensando nisso, farei uma série de posts nessa e na próxima semana apenas abordando o tema.
Vamos à de hoje?

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Quadrinhos

[Quadrinhos] Veja as reimpressões pela Panini no Brasil!

Bom, a Panini Comics já tinha exposto que iria realizar alguns desejos dos fãs de quadrinhos: relançar edições clássicas, como as graphic novels. Sim, ela está “reimprimindo” algumas histórias que, para quem é fã, não pode faltar na estante, na mesa, no armário  e afins. Este mês de Novembro está cheio de atrações, o que é uma benção aos corações dos leitores e um horror ao bolso do consumidor. Mas, bem, três graphic novels do Batman serão lançadas.

A primeira é Batman e Filho, com a autoria de Grant Morrison e desenhada por Andy Kubert, essa edição traz a história que nos apresentou o quarto Robin, Damian Wayne, filho de Bruce, cuja mãe é Talia Al Ghul, filha do líder da Liga dos Assassinos, R’as Al Ghul. Para quem pretende adquirir essa edição aconselho a pegar outra história do Cavaleiro Noturno, Batman O Filho do Demônio. No mais, Batman e Filho custa R$ 55,00 reais.

A segunda é a surpreendente A Piada Mortal, onde temos o aclamado Alan Moore e com a arte de Brian Bolland. Em A Piada Mortal, temos Coringa trabalhando em planos para fazer com que Batman fique mais alucinado do que ele. E aí, na parte final temos uma cena em que se foi muito debatida na internet há pouco tempo. Com uma história muito boa, a HQ será coloca à venda por um preço muito bom, apenas R$ 19, 90 reais.

 A terceira é Batman Ano Um. Escrita por Frank Miller e com a arte de David Mazzuccheli, Ano Um pega o início da vida do Morcego como vigilante de Gotham, e é considerada, por milhares, como a melhor história do Cavaleiro das Trevas. Para quem quer começar a ler as histórias do Batman, sugiro que comece por Batman Ano Um. E o preço? R$ 37 reais.