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Resenhas

Literatura, Livros, Resenhas

[Resenha] A Hospedeira – Stephenie Meyer

Sinopse (tirada do Skoob):

Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo. Quando Melanie, um dos humanos “selvagens” que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a “alma” invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de seu corpo se recusa a desistir da posse de sua mente. Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.

 

Preciso ser muito franca com relação à Hospedeira: relutei bastante em ler o livro. Minha experiência com a saga Crepúsculo não foi nenhum pouco boa e não foi apenas por causa da forma como a Meyer trabalhou o mito do vampiro. O andar lento da história me incomodou, a extrema melosidade (que chegava até a me parecer irreal em alguns momentos), personagens secundários maravilhosos, mas que não foram tão bem explorados (em contrapartida, protagonistas sacais e irritantes)… Enfim, uma série de fatores me fez ficar decepcionada com o que li em Crepúsculo e ficar na defensiva com o jeito de escrever da Meyer.
E então, chegou A Hospedeira. Comprei em promoção muito tempo após o lançamento e o li como o terceiro livro do meu Desafio Intrínseca. Devo dizer que me surpreendi bastante: e positivamente.

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Livros, Resenhas

[Resenha] Ratos – Gordon Reece

Sinopse (tirada do Skoob):

Shelley e a mãe foram maltratadas a vida inteira. Elas têm consciência disso, mas não sabem reagir — são como ratos, estão sempre entocadas e coagidas. Shelley, vítima de um longo período de bullying que culminou em um violento atentado, não frequenta a escola. Esteve perto da morte, e as cicatrizes em seu rosto a lembram disso. Ainda se refazendo do ataque e se recuperando do humilhante divórcio dos pais, ela e a mãe vivem refugiadas em um chalé afastado da cidade. Confiantes de que o pesadelo acabou elas enfim se sentem confortáveis, entre livros, instrumentos musicais e canecas de chocolate quente junto à lareira. Mas, na noite em que Shelley completa dezesseis anos, um estranho invade a tranquilidade das duas e um sentimento é despertado na menina. Os acontecimentos que se seguem instauram o caos em tudo o que pensam e sentem em relação a elas mesmas e ao mundo que sempre as castigou. Até mesmo os ratos têm um limite.

Ratos foi o segundo livro do Desafio Intrínseca que li. Como A Culpa é das Estrelas (leia a resenha aqui), mexeu bastante comigo e me fez devorar as 238 páginas com uma angústia e uma voracidade arrebatadoras. Eu não conseguia me desgrudar do livro por mais que quisesse. Era uma necessidade saber o desfecho da história tenebrosa de Shelley e de sua mãe, duas mulheres que passaram a vida sendo humilhadas e contritas, mas que cansaram de permanecer numa atitude passiva.

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Literatura, Livros, Resenhas

[Resenha] A Culpa é das Estrelas – John Green

Sinopse:

A Culpa é das estrelas narra o romance de dois adolescentes que se conhecem (e se apaixonam) em um Grupo de Apoio para Crianças com Câncer: Hazel, uma jovem de dezesseis anos que sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões, e Augustus Waters, de dezessete, ex-jogador de basquete que perdeu a perna para o osteosarcoma. Como Hazel, Gus é inteligente, tem ótimo senso de humor e gosta de brincar com os clichês do mundo do câncer – a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas.

Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar.

 

A Culpa é das Estrelas foi o primeiro livro que li do Desafio Intrínseca (leia sobre isso clicando aqui). Ele já estava na minha estante há alguns meses e eu o peguei sem pretensão alguma, para ler no restinho das minhas férias de março. Eu sabia mais ou menos o que esperar da história, mas, ainda assim, fui surpreendida positivamente. Foram lágrimas derramadas e muitos, muitos risos dados no decorrer das suas 283 páginas.
Hazel Grace é uma paciente terminal. Foi diagnosticada com câncer quando ainda era muito jovem, mas um determinado remédio conseguiu fazer o seu tumor encolher o suficiente para lhe dar mais alguns anos de vida. A morte é uma questão que predomina em seus pensamentos com frequência e não é à toa que Hazel está deprimida.

Só tem uma coisa pior nesse mundo que bater as botas aos dezesseis anos por causa de um câncer: ter um filho que bate as botas por causa de um câncer.

Por insistência da sua mãe, a menina aceita ir ao Grupo de Apoio a Crianças com Câncer para poder sair de casa e tentar interagir com outras pessoas que compartilham problemas parecidos. O que Hazel não esperava era que Augustus Waters também fosse ao encontro no mesmo dia. E, menos ainda, que ele flertasse com ela.

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Literatura, Livros, Resenhas

[Resenha] Lola e o Garoto da Casa ao Lado – Stephanie Perkins

A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.

O meu interesse por Lola surgiu, primeiramente, por causa da capa. Preciso confessar que achei uma verdadeira gracinha a menina de cabelo bicolor e olhos gigantes, que mais lembrava uma boneca tamanho GG, com a cabeça encostada no ombro do rapaz. É uma imagem bem delicada, o que muito me agradou.
E, no meu aniversário passado, uma amiga me presenteou com o livro. Li-o em apenas quatro dias, para aliviar a cabeça cheia de teoremas linguísticos e literários.
O livro narra a história de Lola, uma adolescente de estilo incomum e irreverente que namora um cara cinco anos mais velho, tem pais gays e um grande trauma. Seus maiores desejos são ir ao baile de formatura vestida à Maria Antonieta, ter o seu relacionamento aceito pela família e nunca mais ver os gêmeos Bell. Porém, com o decorrer das páginas, parece que alguns de seus desejos estão bem difíceis de se realizar.
A escrita do livro e simples e juvenil e a história, leve e divertida, embora eu não tenha recebido o enredo com tanta empolgação. Apesar do seu estilo peculiar, Lola não foi uma personagem que me cativou. Acredito que a autora poderia ter trabalhado também outras características da personagem que não fossem apenas os seus medos e anseios amorosos. Cricket também não foi um personagem que me impressionou, ainda que eu tenha gostado do seu perfil. Quem realmente ganhou minha afeição foram os pais de Lola, Andy e Nathan, todos cheios de cuidados. Gostei mais ainda de Andy e imaginei como seria gostoso comer um de seus bolinhos.
A surpresa maior foi ver os personagens de Anna e o Beijo Francês como coadjuvantes no livro. Eu ainda não li o primeiro trabalho de Perkins e preciso admitir que fiquei curiosa para conhecer a história de Anna e St. Clair (que ganhou totalmente o meu coração!).
Apesar da história de Lola não ter me cativado tanto, ela veio no momento certo. Porque, para aliviar os estresses de um final de semestre da faculdade, nada melhor do que ler uma história de amor cheia de altos e baixos, com uma protagonista indecisa e que vive se metendo em encrenca.

Outubro, Resenhas

[Outubro] Novas resenhas e sorteio

Na quarta feira, as primeiras resenhas de Outubro saíram! Aos que não conferiram, é só clicar na imagem que será imediatamente redirecionado para as páginas :)

Resenha no Kakau com Limão

 

Resenha no Sobre Livros

E, para completar a onda de boas novidades, em comemoração ao um mês do lançamento de Outubro, vou sortear um livro + brinde + marcadores! Para participar, é bem simples. Eis as regras:
a) Comentar este post
b) Seguir a página no facebook (link aqui)
c) Preencher o formulário abaixo.

 

Tudo pronto? O sorteio acontecerá no dia 28 de fevereiro, às 21:00h. O vencedor terá dois dias para entrar em contato. Caso contrário, o sorteio será refeito.
Ansiosos? :)

Livros, Resenhas, Uncategorized

[Resenha] A Última Princesa – Fábio Yabu (Galera Record)

Banida de seu lar por um feiticeiro, a Última Princesa de um reino encantado acabou esquecida pelo próprio povo e passa os dias sofrendo com as saudades da terra natal. Mas um novo mundo lhe é apresentado pelo misterioso inventor Alberto, que tem a pretensão de construir uma máquina mágica. Por meio dela a princesa poderá ter a chance de se libertar da maldição, se também for capaz de enfrentar seus medos.

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Resenhas

[Resenha] Contos de Fadas (Vários autores) – Editora Zahar

Esta edição de bolso apresenta histórias infantis em suas versões originais, sem adaptações, com autoria de Grimm, Perrault e Andersen, entre outros. São contos de fadas, bruxas, princesas, encantamentos e finais felizes.

Sinopse do Skoob

Havia alguns meses que essa belíssima edição de bolso da Editora Zahar estava encostada na minha estante. Mês passado, como quem não quer nada, resolvi finalmente lê-la, já que a leitura rápida não iria tomar muito do meu já reduzido tempo.
E, definitivamente, não tomou. Devorei o livro em poucos dias, levando-o inclusive ao banco para ficar lendo (!). A experiência de ler, contudo, o escrito original dos contos de fadas que povoaram a nossa infância foi uma experiência que transitou entre o agradável, o nostálgico e o espanto. Sim, espanto, pois como sou cria da Disney e das inúmeras adaptações que correm mundo a fora, não reprimi o susto ao me deparar com a “real” faceta dos contos de fadas.
“Real” porque, como todos sabem, esses contos são fruto de uma tradição oral e, portanto, não há um registro de quem de fato os criou (excetuo dessa categoria o Andersen, que, como o próprio livro explica, reivindicava a autoria da sua obra, embora o escritor admitisse que houvesse buscado inspiração nas histórias da sua infância). O trabalho não só desses escritores (como também de muitos outros) foi o de coletar e registrar, embora alguns o fizessem com ou sem fidelidade à versão original.
Voltando a ponto anterior. Mesmo tendo alguma noção do que me aguardava, não consegui deixar de ficar espantada no decorrer da leitura. Chego a alegar que foi meio chocante ver a versão de “Chapeuzinho Vermelho” feita pelo Perrault, o final surpreendente de “Rapunzel” e o conto d’A Pequena Sereia – que não só me deixou embasbacada, como também arrasada. Em certos contos, não há economia de sangue ou crueldade (vide ‘O Pequeno Polegar” e “Barba Azul”). Ainda assim, a experiência é única e não deixa de causar aquela sensação gostosa de saudosismo.
Sobre as ilustrações, eu poderia passar horas dissertando sobre a beleza das mesmas, mas acho que só vocês vendo para poder constatar a primorosa seleção de imagens que os editores fizeram. Os desenhos são fantásticos, mas ressalto aqui dois dos ilustradores que mais me encantaram: Gustave Doré e Arthrur Rackham.
Concluo afirmando que essa edição merece ser lida e ser tida em casa. Porque, para relembrar aquele momento gostoso da infância, nada como usar o clássico “Era uma Vez”.

Livros, Resenhas

[Resenha] As Vantagens de Ser Invisível – Stephen Chbosky

Ao mesmo tempo engraçado e atordoante, o livro reúne as cartas de Charlie, um adolescente de quem pouco se sabe – a não ser pelo que ele conta ao amigo nessas correspondências -, que vive entre a apatia e o entusiasmo, tateando territórios inexplorados, encurralado entre o desejo de viver a própria vida e ao mesmo tempo fugir dela.
As dificuldades do ambiente escolar, muitas vezes ameaçador, as descobertas dos primeiros encontros amorosos, os dramas familiares, as festas alucinantes e a eterna vontade de se sentir “infinito” ao lado dos amigos são temas que enchem de alegria e angústia a cabeça do protagonista em fase de amadurecimento. Stephen Chbosky capta com emoção esse vaivém dos sentidos e dos sentimentos e constrói uma narrativa vigorosa costurada pelas cartas de Charlie endereçadas a um amigo que não se sabe se real ou imaginário.
Íntimas, hilariantes, às vezes devastadoras, as cartas mostram um jovem em confronto com a sua própria história presente e futura, ora como um personagem invisível à espreita por trás das cortinas, ora como o protagonista que tem que assumir seu papel no palco da vida. Um jovem que não se sabe quem é ou onde mora. Mas que poderia ser qualquer um, em qualquer lugar do mundo.

 

Acredito que, antes de começar a falar as minhas singelas impressões sobre o livro, devo confessar que eu jamais havia chorado lendo alguma coisa. Nada, nada mesmo. O quão fraca sou para chorar em filmes, sou fria para com livros. Porém, As Vantagens de Ser Invisível (Rocco, 2007) veio para quebrar essa resistência que até então eu tinha.
É difícil falar de um livro que te tocou bastante e que te fez devorar as páginas em quatro dias, mesmo quando se tinha “n” afazeres acumulados. Eu não conseguia desgrudar de Charlie, da sua doçura e da sua inocência. Queria continuar “conversando” com ele, vê-lo abrindo sua vida para mim. Logo nas primeiras páginas, encontrei-me completamente afeiçoada pelo protagonista. Queria abraçá-lo, ser sua amiga e participar de todas as suas experiências juvenis.
Enfim. Charlie é um jovem de quinze anos, meio deprimido, inocente e dotado de uma sensibilidade extrema. Ele vai começar o Ensino Médio, mas está desanimado para retornar ao colégio por não ter amigos. Enquanto tenta superar a timidez a fim de amenizar a sua solidão, Sam e Patrick, dois meio-irmãos que fazem parte do grupo dos “excluídos” da escola, aparecem em seu caminho. A partir daí, Charlie passa a andar com os dois jovens e os três desenvolvem uma forte amizade.

Sam batucava com as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou, eu disse uma coisa:
“Eu me sinto infinito”

Conforme a amizade entre Sam, Charlie e Patrick vai se desenvolvendo, novas experiências de vida vão surgindo na vida do protagonista. O livro é narrado em formato de cartas, para um “querido amigo” que não é identificado durante a cosntrução da história, mas que, com o decorrer da leitura, parece se tornar cada vez mais evidente. Importante falar que a sensibilidade do protagonista transborda pelos seus relatos e pelas reflexões que faz sobre vários acontecimentos – tanto atuais, quanto passados. Charlie divaga ao narrar suas experiências e, às vezes, repreende-se por isso, o que torna a sensação de estar conversando diretamente com ele ainda maior.
Temas como homossexualidade, drogas e violência (física e sexual) são abordados pelo livro. Pela ótica sensível de Charlie, tais assuntos surgem de forma perturbadora, embora não em toda a sua completude, levando-nos a refletir sobre eles e sobre a maneira como ocorrem no período inquietante e difícil da adolescência.
Ao término da leitura, senti-me vazia por não mais “receber” as cartas de Charlie e por não tê-lo mais compartilhando a sua vida comigo. Porque, a todo momento, eu queria me sentir infinita também – junto a ele.

Quanto ao filme, porém, nada posso falar. Infelizmente, não o vi em cartaz em nenhum cinema da minha cidade :( (ou, se havia, deve ter passado pouco tempo). Estou esperando poder baixá-lo em uma qualidade razoável, embora a ansiedade esteja me consumindo. Quem tiver assistido, por favor, compartilhe suas impressões sobre o longa :).

E é isso, pessoal. Até a próxima :)