Inspiração, Internet

[Inspiração] Doze fotos de ambientes de trabalho para você se inspirar!

Já faz algum tempo que penso em transformar um dos quartos daqui de casa em um escritório bonitinho (logicamente, depois de tirar toda a tralha que tô deixando acumular por pura falta de vergonha na cara). Tenho ideias sobre como quero que tudo fique, qual cor repintar as paredes (porque a tinta delas ainda é a da primeira pintura que nossa casa levou), quais estantes e mesas comprar… Enfim, a imagem mental está quase cem por cento definida.
Porém, mesmo com um direcionamento sobre o que eu quero, vez ou outra vou lá no We ♥ It para buscar inspirações para a decoração. Sério, gente, não tem como não se apaixonar pelas coisas que a gente vê lá! Dentre as várias opções que achei lá, escolhi doze para mostrar aqui. Infelizmente, não encontrei os nomes dos autores das fotografias :( Por isso, se vocês souberem, me avisem para que eu possa dar os devidos créditos! <3

(Completamente apaixonada por esse turquesa <3)

(Uma boa solução para quem gosta de anotar os afazeres ou tem criança pequena em casa que adora riscar uma parede)

(Eu <3 Fairy lights!)

(É tudo tão organizadinho e rosa que, ARGH <3)

(Quadro de inspiração – perfeito para as mentes ativas)

(Fiquei apaixonada pela forma como a pessoa organizou as imagens. A composição é maravilhosa)

(Só não curti muito o tapete de zebra, ainda que não tenha sido feito com… zebras)

(Ah, a organização <3)

(Mais fairy lights porque eu AMO!)

(Roxo com verde e laranja é puro charme!)

(Sou louca por essa paleta de cores. Tons frios me acalmam e, como quase sempre estou ligada a 220V, ambientes assim são adequados para mim)

(Sério, a organização dos livros tá uma coisa de linda! Sem contar que o lugar é super romântico e aconchegante, né?)

E aí? Como vocês imaginam que seria o lugar de trabalho perfeito para vocês? Não se esqueçam de nos contar!
Abraços!

Cotidiano, Crônicas, Literatura, Literatura Nacional, Livros, Os Olhos de Ravena, Outubro, Yume

[Literatura] Porque desperdiço meu “talento” escrevendo livro Malhação: e porque eu gosto tanto

71017d5b10ced5048b1d6d280f80ac34

(A Pequena Sereia, por Arthur Rackham)

Recentemente, estava eu conversando com uma pessoa querida sobre literatura – saliento que eu gosto bastante de conversar com esse amigo sobre livros, pois temos gostos relativamente parecidos  e isso gera boas discussões. Eis que, durante um momento acalorado da conversa, surge a seguinte afirmação por parte dele:

“Não sei porque você desperdiça seu talento escrevendo livro Malhação”

Minha primeira reação foi ficar calada, meio surpresa, meio espantada, meio sem saber como reagir. Não é de hoje que eu sei que meu amigo não aprecia literatura voltada para jovens, então não fiquei tão abismada pela afirmação. A questão aqui é que eu não entendi se isso foi um elogio, uma crítica ou uma desvalorização federal ao meu trabalho. Só sei que sorri de forma amarelada e continuei conversando sobre outros assuntos, evitando voltar o foco da conversa para mim.
Mas o fato é que isso me fez pensar. E ao invés de me sentir elogiada por ser considerada talentosa, me senti extremamente ofendida. Triste até, porque jamais me senti desperdiçando tempo por dedicar minhas duas publicações (incluindo a terceira que está por vir) a um público adolescente. Não fiquei com raiva do meu amigo porque eu respeito a sua opinião, porém é inevitável não se sentir mal por isso.
Foi então que eu resolvi dissertar um pouco sobre o assunto – e explicar porque eu dedico minha escrita a uma faixa etária que é tão desprezada.
Vamos começar pelo ponto que: não acredito em talento nato. Se tem uma coisa que a faculdade de Design me ensinou é que talento é algo pífio se você tiver predisposição e boa vontade. Se você gosta de escrever, escreva. Se gosta de desenhar, desenhe. Existirá um momento em que a prática intensa e o estudo vão te tornar um artista melhor. Mas se você faz tudo isso com maestria desde os três anos de idade, só posso te dar os parabéns e afirmar que você é um caso entre mil. Para a maioria das pessoas, a coisa só funciona com muito esforço.
Por isso, eu não me considero exatamente talentosa – me considero muito, muito esforçada. Há quem diga que eu sou boa escritora, mas, se pegarem os cadernos em que eu escrevia minhas histórias de bruxas e alienígenas com onze anos, com certeza iriam querer chorar.  Logo, não nasci como a Kamile de 22 anos: eu pratiquei muito para chegar no meu nível atual e levei anos para isso.
Salientado isso, vamos ao segundo ponto: não tenho o menor interesse em ser escritora academicista. Admiro quem escreve pela paixão à linguagem e se empenha em fazer construções lexicais extremamente bonitas, prezando muito mais pela linguagem do que pela história em si. São textos bonitos de se ler e eu gosto bastante de alguns, mas não esperem que eu reproduza isso – e simplesmente porque não me interessa. Posso ler e gostar de trabalhos que sigam essa linha, porém não é meu estilo e não será algo que farei. É como gosto musical: não me esperem me encontrar num show de forró ou num baile funk, assim como não esperem que eu lance um livro que será aclamado como obra prima pelos acadêmicos. Não tenho a menor vontade.
Terceiro ponto: livros com temática infanto-juvenil e juvenil são extremamente importantes para o crescimento do leitor. Você pode até não gostar de livros direcionados para essa faixa etária e ter começado suas leituras com Dostoiévski, mas nem todo mundo é como você. Tenho uma amiga que perdeu o prazer pela leitura quando a escola a obrigou a ler clássicos literários sem antes prepará-la como leitora para essas obras, mais ou menos quando ela tinha treze anos de idade. Fico me perguntando se, caso ela tivesse continuado a ler os livros do Pedro Bandeira e da Giselda Laporta Nicolelis – dois autores que nós líamos muito, isso teria acontecido.
O leitor que está amadurecendo precisa de livros que conversem com a sua faixa etária, que possam despertar o prazer da leitura para, futuramente, ele conseguir ler os clássicos sem sofrimento e apreciando o que está lendo. E se ninguém se propuser a escrever para esses jovens, quem o fará? Quem vai mostrar a um adolescente que ler é tão legal quanto ir a um cinema? Quem vai poder mostrar a essa garotada heróis que passam pelas mesmas dúvidas e transformações da adolescência? E outra: será que trabalhos de grandes escritores juvenis têm menos qualidade literária por serem direcionados a um público jovem? Será que devemos desprezar o que C.S. Lewis, J. K. Rowlling, Pedro Bandeira, Paula Pimenta, Rick Riordan, John Green e Babi Dewet fizeram porque eles são para pré-adolescentes e adolescentes? Eu acredito que não.
Dito isso, entro no meu último ponto: eu gosto MUITO de trabalhar com adolescentes. E essa é uma das principais questões a meu ver. Eu gosto de ver minhas priminhas de doze e onze anos falando que querem ler meus livros, interessadas pelo assunto deles. Eu gosto de quando a irmã mais nova de uma das minhas melhores amigas fala para mim que gostou tanto de Outubro quanto de Yume e fica super feliz em conversar sobre livros comigo. E um dos momentos mais emocionantes para mim como escritora foi conversar com minha leitora de dezoito anos e ver que ela ficou feliz por me encontrar – e que havia amado Yume. Essas são coisas que aquecem o meu coração e que me fazem sentir que meu trabalho valeu algo, sim.
É uma escolha minha “desperdiçar meu talento com adolescentes”. Não que isso implique que tudo que eu produzir será direcionado para esse público – até porque, como escritora e amante da linguagem, gosto sempre de me explorar e descobrir até onde posso ir -, mas eu escolhi conversar com esses meninos através dos meus livros, poder incentivá-los à leitura da mesma forma que fizeram comigo quando eu tinha a idade deles. Posso não ser a mestra nas construções sintáticas ou uma pessoa que será aclamada pela academia, porém, desde que comecei a escrever, jamais pensei em ser elogiada como uma nova Machado de Assis: eu gosto de contar histórias e isso é tudo.  E enquanto eu tiver pessoas ao meu redor, materializadas no papel e prontas para ouvir o que tenho a dizer, continuarei contando minhas histórias – com teor de Malhação ou não.

Cotidiano, Filmes, Inspiração

[Filme] Cinco indicações que fazem você repensar a vida

Vez ou outra, me pego pensando em alguns filmes que nos ensinam  um pouco sobre “como viver” ou nos fazem pensar sobre “o que você estamos fazendo da nossa vida?” Sabe, aqueles filmes que dão uma boa mensagem no final, como uma moral das histórias antigas, nos levando a um estágio de reflexão sobre quem somos e o que vivemos.
Tentei pensar e colocar alguns filmes que falam sobre o assunto. Selecionei cinco deles, todos, digamos, atuais. Seguem:

1- A Vida Secreta de Walter Mitty (2013)

Em uma mistura de sonhos e realidades, Walter tenta encontrar um propósito para viver e ser o que ele sempre quis: alguém. Não que ele não seja, pois trabalha para uma revista importante, mas Ben Stiller, além de atuar e dirigir, traz um tom dramático ao protagonista no remake de O Homem de 8 Vidas (1948). Um lindo trabalho, por sinal.

2- Na Natureza Selvagem (2007)

O filme é inspirado no livro sobre a vida de Chris McCandless, um jovem que larga uma vida estável para se aventurar pelo Estados Unidos com um destino em mente: Alasca. O filme é muito bonito, com ótimas lições sobre desapego e reflexões sobre relacionamento social, além de ter uma trilha on the road feita pelo Eddie Vedder.

3- Mesmo Se Nada Der Certo (2014)

Um casal de músicos e um produtor musical desprestigiado são os personagens principais dessa trama musical. Seguindo a receita de Apenas Uma Vez (2006), o filme coloca em cheque momentos de reflexão sobre a vida. Talvez sobre aceitação, talvez sobre mudança – você decide.

4- À Procura da Felicidade (2006)

Uma história sobre superação. Isso resume bem o longa que traz uma emocionante trama, sobre como um pai busca “dar a volta por cima” e dar uma vida digna ao seu filho pequeno.

5- Livre (2014)

Uma busca sobre autoconhecimento e amadurecimento: Livre traz a história da autobiografia de  Cheryl Strayed, uma mulher “quebrada” pelos acontecimentos de sua vida e que precisa encontrar e se reconectar com seu lado firme e não destrutivo. Para isso, ela se dispõe a andar da fronteira do México até o Canadá pela Pacific Crest Trail, uma das trilhas mais difíceis dos Estados Unidos.

Esses são alguns dos filmes que me fizeram pensar e refletir. Vocês têm algum longa que lhes cause a mesma reflexão? Não deixe de nos contar!

Até a próxima!

Crônicas, Literatura

[Literatura] Querida Saraiva, queria te dizer algumas coisas.

Querida, Saraiva, adoro você. Amo ir à sua loja – principalmente quando tenho dinheiro para sair de lá cheia de sacos. Amei ter lançado o meu primeiro livro em sua instalação cearense. Adoro acompanhar as novidades e promoções e adoro mais ainda o seu site. Porém, admito que fiquei profundamente desgostosa com o teor dessa mensagem. Ainda que eu saiba que esse posicionamento não represente a franquia como um todo – assim espero, gostaria de salientar alguns pontos pelos quais o seu social media errou – e feio.
Começamos pelo fato de que minha edição de A Culpa das Estrelas saiu da sua loja, numa das várias promoções online que já fizeram. Serviço bom, o livro chegou lindo e rapidamente em minhas mãos. Li em dois dias e fiquei satisfeita com a minha compra. Portanto, partindo desse princípio, imagine o quão surpresa fiquei ao ver uma mensagem como essa em sua conta no Twitter. Querida Saraiva, não me leve a mal, mas eu jamais tive vontade de ler As Crônicas de Gelo e Fogo – inclusive, vendi a edição que eu tinha em casa e que nunca saiu do plástico. E não sei onde existe uma placa classificando a obra de George Martin como cultura em detrimento da obra do John Green, ou que amo ler menos por causa disso.
Aí, eu entro em outro ponto de discussão: por que o sujeito dessa frase é uma menina? Compreenda, Saraiva, que eu, Kamile, não consigo mais classificar uma obra destinada a um gênero. Isso é tolice. Não é porque o menino não tem uma vagina que ele não possa ler e gostar de Meg Cabot, assim como não é porque a menina não possui testosterona a mais que ela não goste de autores de mangá shonnen. Assumo que existe um público consumidor que pode se orientar pelo gênero, mas, na livraria, pega aquele volume quem quer. Livros não têm sexo, porque quem quer ler vai fazê-lo independentemente da própria genitália. E esse seu posicionamento salienta um pensamento machista que vivo me deparando em qualquer canto que eu vá, com qualquer obra que é enxergada como “livros para menina” porque possui um teor de romance a mais ou porque a protagonista é uma garota. Quer dizer que um rapaz não pode se emocionar com o romance de “A Culpa é das Estrelas” e abominar a violência da série do Martin? Isso é proibido?
Você sabia, Saraiva, da quantidade de gente que torce o nariz para livros juvenis? Da quantidade de gente que ri de quem assume abertamente que gosta de Crepúsculo ou obras que sejam mais românticas? É bastante comum, se quer que eu fale a verdade. Livros juvenis vivem sofrendo detrimento na grande massa, com sua qualidade posta a menos que outros livros aclamados por um público mais velho. Imagine, então, livros que trabalham mais um romance entre dois protagonistas adolescentes? Há muito preconceito contra esse gênero e, sinto dizer, querida Saraiva, que a sua afirmação endossou um coro preconceituoso, que provavelmente aplaudiu e riu de quem prefere o John Green. “Se até a Saraiva está falando isso, é porque é verdade, não é?”
Querida Saraiva, finalizo dizendo que eu, como consumidora da sua franquia há anos, me senti ofendida. Não sou obrigada a ler George Martin porque, para vocês, ele é cultura e o John Green não. Livros como A Culpa das Estrelas não valem menos que um A Guerra dos Tronos e cultura não é apenas o que uma pessoa considera que seja. Espero que nunca mais encontre uma mensagem dessa em suas redes sociais – porque senão, sinto dizer, irei procurar Cultura em outro lugar e de preferência, em franquias que prezem por isso logo no seu próprio nome.

Diario

[Diário] Sobre fazer (velhas) coisas novas e se redescobrir

Que meu dia a dia é uma correria todos sabem. Sempre reclamo disso no Twitter e no meu finado Facebook. Ano passado, por causa dessa rotina de maluco, senti que iria surtar a qualquer instante. Deixei muita coisa que eu gosto de fazer de lado, me enfiei de cabeça na dupla graduação e me esqueci da coisa mais importante que tenho: eu mesma. Já viram o resultado, né? Não poderia ser mais desastroso: ansiedade, sobrepeso perigoso (porque sim, eu descontei em comida), sono irregular e uma série de coisas ruins que nos atacam quando resolvemos deixar de lado o nosso bem estar. Passei com louvor em todas as disciplinas da faculdade, mas meu corpo sofreu a consequência (e convenhamos: faculdade nenhuma vale mais que a sua saúde psicológica bem legal).
Por causa dessa série de problemas, resolvi fazer diferente nesse novo semestre (que, por sinal, está bem mais intenso que o anterior). Numa disciplina maravilhosa que faço na UFC, do curso de Sistemas e Mídias Digitais, ouvi que é importante se permitir fazer uma coisa que nunca se fez para manter a criatividade trabalhando de forma constante e regular. Resolvi unir isso a outra coisa que escutei em terapia: é necessário fazer coisas prazerosas e sair da rotina para não ter outra crise de ansiedade super tensa. Partindo desse princípio, resolvi resgatar velhos hábitos da minha adolescência que sempre me fizeram muito bem e que acabei negando por um motivo ou outro. Vamos à lista:

1) Desenhar

No ano passado, tentei retomar meus estudos de desenho (vocês podem ver minhas tentativas neste post aqui), mas não consegui levar a coisa pra frente. É preciso muita persistência para seguir adiante com algo que você parou de praticar há muito, muito tempo.
Além da vontade absurda de voltar a desenhar pela fruição, também tem o fato de que estou me formando em Design Gráfico e, ainda que não seja necessário ser o verdadeiro desenhista no curso, é bom saber pelo menos um pouco de técnica para elaborar seus projetos. Logo, uma coisa puxa a outra. No mês que vem, por causa de toda essa necessidade, irei começar aulas particulares com um amigo querido. Para me entusiasmar, comprei inclusive um sketchbook pura lindeza com a Blenda (fofa!) Furtado! Recomendo bastante o trabalho dela, que é de uma qualidade inegável (e você pode ver aqui).

2) Ver animes

Admito: fui uma pré-adolescente e adolescente muito, mas MUITO otaku (ou otome. Sei lá qual é a classificação agora). Mas quando chegou o terceiro ano… Nem preciso continuar, né?
O bom dos animes é que, mesmo existindo aqueles com temporadas que parecem intermináveis (beijos, Naruto), eles têm uma curta duração e dá para ver tranquilamente. Além do que, é uma forma ótima de matar a saudade de 2006, quando minha única preocupação era por em dia toda a lista de animes que eu montava no pc.

3) Webdesign

Não sei se muitos aqui sabem, mas eu tenho um curso completo de Webdesign no SENAC. Fiz o curso em 2010, quando ainda cursava Licenciatura em Artes Visuais no IFCE. Sempre fui apaixonada por blogs e não demorou muito para que eu quisesse fazer meus próprios layouts. Eu adorava montar códigos e passava a maior parte do tempo quebrando a cabeça com isso. Lutar com o PHP foi uma das maiores batalhas, mas extremamente recompensadora. Quase pus a casa abaixo quando finalmente aprendi a carregar os arquivos no FTP.
E mais uma vez: é importante para a minha área que eu tenha domínio da coisa. Além de me divertir quebrando denovo a cabeça com HTML, CSS e PHP, vou agregar mais um saber ao meu currículo. Olha aí o agradável se unindo ao útil!

4) Seriados

Dispensa comentários, né?

5) Fotografar minhas Pullips

Tá aí outra coisa que eu negligenciei totalmente: as minhas bonecas. O que foi bastante errado da minha parte, por sinal. Eu me divertia muito fotografando minhas Pullips e criando histórias sobre a vida de plástico delas. Era super terapêutico. Tá na hora de retomar o hábito.

6) Estar com os amigos

Acredito que esse, de todos os itens citados, é o mais importante. Infelizmente, a vida de gente grande não me permite ver meus amigos com a frequência que desejo, mas Whatsapp está aí para isso, né? Então o “estar com os amigos” não significa necessariamente estar presente de corpo, mas presente de alguma forma, ainda que seja por vias eletrônicas. Afinal, o que seria de nós sem as amizades verdadeiras, não é mesmo?

Talvez vocês estranhem o fato de “escrever” não estar nesta lista. E, de fato, escrever não caberia aqui, pois preciso me redescobrir como contadora de histórias. Os últimos três anos, ainda que tenham me feito escrever mais um livro com começo, meio e fim, foram de completa confusão. Às vezes, é necessário avaliar o que se está fazendo para descobrir o que há de errado. Minha relação com a escrita está tumultuada, e eu preciso parar para ver o que saiu dos eixos – e fazer coisas diferentes dessa é uma ótima forma de se reinventar. Portanto, “escrever” entraria em um outro tópico – mais longo e mais reflexivo.

E essas são as minhas alternativas para manter baixas as minhas taxas de estresse. Me digam agora: o que vocês fazem para não surtar? Estou curiosa!
Obrigada a todos! Até breve!

Lançamentos, Literatura Nacional, Livros

[Literatura] Release do lançamento da zine “eu não me movo de mim”, Editora Substânsia

Galera de Fortaleza, nesta terça-feira, 24, vai ter lançamento da Editora Substânsia, super queridinha daqui do blog <3 Então, se você estiver de boa na lagoa nessa terça à noite, que tal dar um pulinho lá no Benfica para conferir essa lindeza? Dá uma olhada aqui como o negócio é do babado:

 

Uma ferida aberta transbordando os danos da ausência e do desejo através do traço de Jéssica Gabrielle Lima e da escrita de Elvis Freire, que também se apropria de outras linguagens como a decupagem. A obra, primeiro do selo Sóis, faz da literatura uma provocação. O título nasceu pela inspiração de um livro da escritora Hilda Hilst, Tu não te moves de ti. A primeira nota dessa sinfonia se desenrola pelo traço delicado, porém certeiro, da artista visual Jéssica Gabrielle e pelas palavras, parecendo flechas disparadas pelo arco, do escritor Elvis Freire. Esse título é a chave que abre as portas do mundo dos Zines para a Editora Substânsia, também organizado por Jéssica Gabrielle.
Lançamento Dia 24 de Março, às 19:00h no Brechó Literário Rimbaud, Rua Aratuba C/13 de Maio – Benfica, Fortaleza-CE.

 

SOBRE ZINES

O zine é uma mídia independente, alternativa e, muitas vezes, despretensiosa. Geralmente, publicado com pouco recurso financeiro e sem refinamento estético, o zine é, desde a década de 1930, um grande movimentador de ideias. Hoje, embora as mídias digitais tenham predominância, a possibilidade de ter em mãos um objeto artístico e raro – já que a tiragem é quase sempre limitada – causa um sentimento inexplicável para quem é admirador desse tipo de publicação.

SOBRE O SELO SÓIS

A proposta do selo é publicar zines de diversos autores, em edição limitada de 100 exemplares e com acabamento semi-artesanal. O selo será organizado pela artista visual Jéssica Gabrielle, que produz zines e também ministra oficinas sobre o assunto.

SOBRE O LANÇAMENTO
O Lançamento acontece no Brechó Literário Rimbaud, que fica na rua Aratuba c/ 13 de Maio, no Bairro do Benfica, O brechó fica na altura do IFCE na 13 de Maio, um espaço onde é possível comprar livros usados e livros novos de escritores e editoras independente, no espaço do Brechó também acontece eventos e saraus como o “Poesia de Leve no Rimbaund” e os encontros do “Grupo de estudos em Balzac”.

SOBRE OS AUTORES

Jéssica Gabrielle, 23 anos, é ilustradora, revisora de textos e formanda em Letras (UFC), mas sempre se sentiu orbitando em outro eixo. Desenvolve trabalhos como arte-educadora utilizando diversas linguagens artísticas, além de realizar trabalho com mídias alternativas. Atualmente, trabalha com ilustração freelancer e publica no blog meu esquetibuqui. Participou do 1º Ilustra Porto, exposição de alunos e ex-alunos do Porto Iracema das Artes – Escola de Formação e Criação do Ceará, em 2014.


Elvis Freire tem 22 anos, faz mestrado em Literatura (UFC), adora conversar sobre arte, é tradutor de italiano, escreve contos e confessa secretamente em caderninhos tratados sobre paixão e suas fugas.

SOBRE A EDITORA
A Editora Substânsia foi criada com o intuito de publicar livros de autores contemporâneos, dos mais variados gêneros, e perspectivar novas condições de diálogo entre os criadores brasileiros das mais variadas artes, abrindo novas possibilidades no mercado editorial brasileiro. Criada a partir da união de três profissionais das Letras – Nathan Matos, Madjer Pontes e Talles Azigon – a Editora já publicou 9 títulos e está presente sempre em atividades e eventos literários na cidade de Fortaleza. http://www.editorasubstansia.com.br

SERVIÇOS
Lançamento do Zine “Eu não me movo de mim”, de Jéssica Gabrielle e Elvis Freire
Quando: 24 de Março, as 19h
Onde: Rua Aratuba C/ 13 de Maio. Benfica, Fortaleza-CE
Valor: R$ 12,00
Número de Páginas: 36 páginas, acabamento artesanal
Editora: Substânsia

MAIS INFORMAÇÕES
Através do e-mail editorasubstansia@gmail.com
Telefones (85) 86437120 ou 99134651 – Talles Azigon (Editor|Produtor)
http://www.editorasubstansia.com.br/

 

E aí? Vamos: sim, claro ou com certeza? :)

Crônicas, Diario, Literatura, Livros

[Diário] O ato (nada) glamouroso de escrever

(Imagem pega aqui)

O sentido de eu escrever sempre me vem à cabeça. “Por que eu escrevo?”; “Por que eu me sinto tão bem amontoado uma série de palavras, reunindo uma série de frases, criando uma série de parágrafos?”;”Por que gosto tanto de preencher cadernos e mais cadernos com fichas de personagens, com plots e mais plots?”. São perguntas que me atingem quase como: “qual o sentido da vida”? Sempre rola, não dá para evitar.  É do ser humano procurar dar sentido às coisas; e é de mim a buscar a motivação para eu fazer o que faço (o que no futuro pode me gerar arrependimento e culpa, mas eu me torturo da mesma forma).
De volta às minhas questões pessoais, a minha resposta é sempre a mesma: porque eu gosto. Ponto. Nem mais e nem menos. Eu só gosto de contar histórias e de preencher cadernos com a minha letra feia e garranchada – e faço isso há tanto tempo que já virou algo inerente ao meu dia a dia. Já se enraizou.
Mas não é dessa forma que as pessoas pensam sobre mim e meu ato de escrever. O fato é que nada me deixa mais nervosa/constrangida quando me perguntam: “e os livros”? Dá para ver o brilho no olhar da pessoa no momento, como se eu fosse uma espécie de Megan Foxx nordestina, super ultra e mega famosa. Como se fosse alguém inatingível, incomum ao dia a dia como uma estrela hollywoodiana. E, gente, a coisa não funciona assim. Nunca funcionou.
Eu não me sinto uma pessoa especial, anormal, ou qualquer coisa que me destaque de uma maneira glamourosa apenas porque escrevo umas histórias aqui e acolá. Nunca me senti assim e nem acredito que eu me sentirei algum dia. É uma coisa tão absurda para mim que chega a me fazer pensar: “devo me sentir a diva de salto quinze por que respiro”? Escrever, para mim, sempre foi algo natural, quase como respirar. Ninguém me forçou a sentar em frente a um caderno, ainda criança, e a organizar em palavras metade das histórias que eu criava quando brincava de boneca. Desenvolvi isso porque era a minha maneira de passar o tempo, já que não tenho irmãos e não tinha muitos amiguinhos com quem brincar na infância. A brincadeira virou hábito, e o hábito prossegue até hoje.


Também não sei dizer se consigo me considerar “escritora”. Pessoalmente, a palavra “escritor” me chega aos ouvidos quase como se fosse um título de nobreza. As pessoas falam de mim como escritora como se eu fosse a estrela máxima da Via Láctea. De uma forma ou de outra, isso me deixa um pouco incomodada porque jamais me vi num pedestal por ter dois livros publicados, embora não me sinta menos orgulhosa da minha do meu trabalho. Eu só resolvi externalizar as histórias que cresceram dentro de mim e compartilhar com uma série de pessoas – conhecidas ou não.
Já ouvi e li pessoas do meio falando que não é escritor quem não escreve todos os dias, e isso não só me perturbou bastante como também me fez escrever um post enorme refletindo sobre isso (você pode ler aqui). Eu não vivo de escrita, embora a escrita me ajude a pagar umas contas no início de cada mês e eu lute bastante para receber pelo meu trabalho. Eu não escrevo os meus livros – ou projetos para livros – diariamente porque não tenho uma boa relação com a minha criatividade. Mas eu gosto de fazer isso, ainda que seja um hábito que se pronuncie uma vez aqui, uma vez acolá. E se minha falta de rotina me torna menos escritora e, portanto, menos glamourosa, por favor: troquem o título usado para mim.
Eu conto histórias e não me incomodo nem um pouco de ser chamada de “contadora”. Pode não haver muito de glamour nessa nomeação, mas há muito de magia – e eu acho que está perfeito dessa forma.

Diario, Pessoal, Tag

[Tag] Conhecendo melhor a blogueira

(eu, vestida e maquiada à anos 20 para um trabalho da faculdade)

Eu tava aqui, de boas na lagoa, acessando o blog da  Juliana Rabelo quando percebo que ela me marcou em uma tag (!). O negócio funciona assim: vou falar onze fatos sobre mim, responder onze perguntas que a Juh fez para mim e indicar mais onze blogs para responderem minhas onze perguntas (eita má!). Vamos lá?

Continue Reading

Filmes, Livros

[Livros] Minha estante

Eis que nesses dias, postei no Instagram uma foto da minha estante (clique aqui para vê-la) e logo apareceram comentários para que eu mostrasse os meus livros. Como eu ainda não havia organizado tudo (existia uma grande parte das minhas coisas guardada em outros lugares), aproveitei esse fim de semana de Carnaval para terminar de ajeitar meus livros. E, ainda aproveitando a oportunidade, resolvi fotografar tudo para vocês verem o que existe no meu arsenal :)

Continue Reading