Crônicas, Diario, Literatura, Livros

[Diário] O ato (nada) glamouroso de escrever

(Imagem pega aqui)

O sentido de eu escrever sempre me vem à cabeça. “Por que eu escrevo?”; “Por que eu me sinto tão bem amontoado uma série de palavras, reunindo uma série de frases, criando uma série de parágrafos?”;”Por que gosto tanto de preencher cadernos e mais cadernos com fichas de personagens, com plots e mais plots?”. São perguntas que me atingem quase como: “qual o sentido da vida”? Sempre rola, não dá para evitar.  É do ser humano procurar dar sentido às coisas; e é de mim a buscar a motivação para eu fazer o que faço (o que no futuro pode me gerar arrependimento e culpa, mas eu me torturo da mesma forma).
De volta às minhas questões pessoais, a minha resposta é sempre a mesma: porque eu gosto. Ponto. Nem mais e nem menos. Eu só gosto de contar histórias e de preencher cadernos com a minha letra feia e garranchada – e faço isso há tanto tempo que já virou algo inerente ao meu dia a dia. Já se enraizou.
Mas não é dessa forma que as pessoas pensam sobre mim e meu ato de escrever. O fato é que nada me deixa mais nervosa/constrangida quando me perguntam: “e os livros”? Dá para ver o brilho no olhar da pessoa no momento, como se eu fosse uma espécie de Megan Foxx nordestina, super ultra e mega famosa. Como se fosse alguém inatingível, incomum ao dia a dia como uma estrela hollywoodiana. E, gente, a coisa não funciona assim. Nunca funcionou.
Eu não me sinto uma pessoa especial, anormal, ou qualquer coisa que me destaque de uma maneira glamourosa apenas porque escrevo umas histórias aqui e acolá. Nunca me senti assim e nem acredito que eu me sentirei algum dia. É uma coisa tão absurda para mim que chega a me fazer pensar: “devo me sentir a diva de salto quinze por que respiro”? Escrever, para mim, sempre foi algo natural, quase como respirar. Ninguém me forçou a sentar em frente a um caderno, ainda criança, e a organizar em palavras metade das histórias que eu criava quando brincava de boneca. Desenvolvi isso porque era a minha maneira de passar o tempo, já que não tenho irmãos e não tinha muitos amiguinhos com quem brincar na infância. A brincadeira virou hábito, e o hábito prossegue até hoje.


Também não sei dizer se consigo me considerar “escritora”. Pessoalmente, a palavra “escritor” me chega aos ouvidos quase como se fosse um título de nobreza. As pessoas falam de mim como escritora como se eu fosse a estrela máxima da Via Láctea. De uma forma ou de outra, isso me deixa um pouco incomodada porque jamais me vi num pedestal por ter dois livros publicados, embora não me sinta menos orgulhosa da minha do meu trabalho. Eu só resolvi externalizar as histórias que cresceram dentro de mim e compartilhar com uma série de pessoas – conhecidas ou não.
Já ouvi e li pessoas do meio falando que não é escritor quem não escreve todos os dias, e isso não só me perturbou bastante como também me fez escrever um post enorme refletindo sobre isso (você pode ler aqui). Eu não vivo de escrita, embora a escrita me ajude a pagar umas contas no início de cada mês e eu lute bastante para receber pelo meu trabalho. Eu não escrevo os meus livros – ou projetos para livros – diariamente porque não tenho uma boa relação com a minha criatividade. Mas eu gosto de fazer isso, ainda que seja um hábito que se pronuncie uma vez aqui, uma vez acolá. E se minha falta de rotina me torna menos escritora e, portanto, menos glamourosa, por favor: troquem o título usado para mim.
Eu conto histórias e não me incomodo nem um pouco de ser chamada de “contadora”. Pode não haver muito de glamour nessa nomeação, mas há muito de magia – e eu acho que está perfeito dessa forma.

Diario, Pessoal, Tag

[Tag] Conhecendo melhor a blogueira

(eu, vestida e maquiada à anos 20 para um trabalho da faculdade)

Eu tava aqui, de boas na lagoa, acessando o blog da  Juliana Rabelo quando percebo que ela me marcou em uma tag (!). O negócio funciona assim: vou falar onze fatos sobre mim, responder onze perguntas que a Juh fez para mim e indicar mais onze blogs para responderem minhas onze perguntas (eita má!). Vamos lá?

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Filmes, Livros

[Livros] Minha estante

Eis que nesses dias, postei no Instagram uma foto da minha estante (clique aqui para vê-la) e logo apareceram comentários para que eu mostrasse os meus livros. Como eu ainda não havia organizado tudo (existia uma grande parte das minhas coisas guardada em outros lugares), aproveitei esse fim de semana de Carnaval para terminar de ajeitar meus livros. E, ainda aproveitando a oportunidade, resolvi fotografar tudo para vocês verem o que existe no meu arsenal :)

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Livros

[Livros] Top 5 paixões literárias

Oi, estou aqui a pedidos da moça Kami para falar sobre livros, seriados e algumas coisinhas mais que tiverem importância. Como sou nova nesse ramo de blogs (tive um de moda uma vez, mas não conta muito), por favor sejam gentis comigo e guardem as pedras para o final. – Q?
De cara já me foi lançado o desafio: escolher 10 paixões literárias, ou seja, os personagens por quem eu mais suspirei lendo livros. Embora eu tenha sido considerada rata de biblioteca, não sou muito de me apaixonar, como diria meu namorado, sou dura na queda ou chata mesmo. Até poque, normalmente, eu me apaixono pelo casal junto, do tipo que torce e tem vontade de entrar no livro pra ajudar dar certo *guilty face*. Então fiz reduzi a lista para 5 e coloquei em ordem aleatória (leia-se, a ordem que eu lembrei).

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Filmes

[Filmes] Dez filmes que vi e gostei em 2014

O ano de 2014 está em seus momentos finais (ALELUIA!) e pensamos: quais seriam os melhores filmes que vimos em 2014? Será que dá pra fazer uma lista bacana? E a reposta é: sim, dá.
Então, aí vai uma lista com gosto pessoal, curta e sincera dos filmes que vimos e que receberam likes and likes. De antemão, muitos filmes bons ficaram fora da lista, mas coloco um bônus no final, naquela velha tentativa de redimir os pecados. Por isso, nada de “mimimi”.
Claro que poderia colocar na lista filmes que não são recentes, mas pensei em filmes do final do ano de 2013 até ao término deste ano para colocar aqui. Lembrando que “a ordem dos fatores não altera o produto“.

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Filmes

[Filme] O Hobbit – A Batalha dos Cinco Exércitos

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (The Hobbit – War of The Five Armies), dirigido por Peter Jackson, estreou na semana retrasada nos cinemas tropicais do Brasil (eu acho). O último episódio da saga de Bilbo, Gandalf e a comitiva de anões, encabeçada por Thorin Escudo de Carvalho, pela Terra-Média rumo a Montanha Solitária de Erebor trouxe uma produção grandiosa, com efeitos magníficos e um roteiro pincelado para que, quem já tivesse lido ou soubesse sobre os spoilers dos acontecimentos, ficasse com uma expectativa a mais.

 

(Voa, voa dragãozinho!)

Finalizando a saga do hobbit e seu encontro com Um Anel, o filme tenta abordar um pouco o laço de amizade que os anões constroem com Bilbo ao longo da caminhada até Erebor. Os pequenos são o grande foco da série, sem dúvida. Quando estão em cena, os diálogos fluem e a trama se desenrola sem muitas pedras para bloquear o roteiro impactante que Jackson tenta trazer aos expectadores – o que não é ruim. A Batalha dos Cinco Exércitos tem uma chama a mais que os outros dois primeiros filmes, que é a luta do Dragão Smaug na Cidade do Lago, além da forma como foi adaptada uma guerra tão colossal ao pé da Montanha Solitária.

Smaug revela seu lado mais cruel e dracrônico nesse filme, o que muitos esperavam no anterior – A Desolação de Smaug. Aqui, o dragão aparece imponente com aquele jeito inteligente e menosprezador e lançando, com suas asas abertas, suas chamas mortais por toda Cidade.

Percebe-se que Jackson tenta ligar esse filme ao Senhor dos Anéis, introduzindo o mago de batalha Saruman, Elrond paladino, e a overpower Galadriel, além de Radagast, o mago castanho, contra alguns espectros e ameaça futura de Sauron, tentando conectar uma saga a outra. Não achei perda de tempo, pois muitos que foram ao cinema, penso, nem conhecem Senhor dos Anéis, e adoraram e acompanharam a trilogia de Bilbo e os anões. Mas isso não vem ao caso.

Os exércitos estão em uma produção de figurino e coreografia muito boa. Cada raça tem sua peculiaridade em relação a lutas e montarias. Assim, temos desde o tradicional cavalo, passando pelo Alce Gigante, por bodes, wargs e porcos como montaria. Legolas e Tauriel tem um destino que não esperava, em Legolas Folha-Verde faz algumas legolagens (vide Senhor dos Anéis), dando uma visão “desfocante” das lutas dos anões, humanos, elfos e bestas contra os orcs (coitados). Continuo com o pensamento de que tanto Legolas, como Tauriel NÃO PRECISAVAM estar no filme. Alfrid (Ryan Gage) é o alívio cômico aqui, mas não funcionou.

O filme tem uma ótima trilha sonora e um 3D não impactante, mas bem feito. Nesse terceiro filme, temos menos enrolação, com o objetivo mais visível. Temos Guerra, e isso resume muito bem a película, que coloca cenas com paisagens incríveis e carregadas de emoções. Peter Jackson acerta em muita coisa, realmente, mas o filme era o que eu já esperava – muita “peia”.  Em clima de despedida, Jackson nos coloca uma surra de efeitos maravilhosos, uma trama carregada de altos e baixos, diálogos desnecessários, mas com as raças da Terra-Média em confronto, nos dando outra visão do mundo fantástico de Tolkien. O Hobbit não é livro profundo, mas P.J. tenta colocar uma profundidade no roteiro. O que pode ter sido bom ou não. Quem decide é quem está assistindo.

No mais, quem não viu, veja. É um fanservice que merece ser visto – talvez, de uma vez só.

Diario, Festas de fim de ano, Literatura, Livros, Novidades, Os Olhos de Ravena, Outubro, Yume

[Livros] Vai ter Outubro, sim! – Um balanço sobre 2014 e planos para 2015.

 

Não é de se admirar que 2014 tenha sido um ano turbulento para mim. Quem me acompanha no Facebook possivelmente viu meus surtos e minhas preces para que os ambos os semestres acabassem – afinal, retornei às Letras nessa segunda metade de 2014 e estava cursando as duas faculdades simultaneamente. Minha vida inteira se voltou para as minhas obrigações acadêmicas: trabalhos, seminários, provas… E não, não consegui conciliar blog, vida literária e vida estudantil. De uma forma ou de outra, eu sempre opto pela faculdade. Meus estudos sempre virão em primeiro lugar.
Mas não, não estou escrevendo esse post para falar sobre todas as noites que madruguei minha vida estudantil, e sim sobre um panorama do que foi 2014 e do que será 2015. Fazendo um balanço geral, não consegui atingir todas as minhas metas literárias nesse ano. Pretendia relançar Yume – não rolou. Pretendia fazer a segunda edição de Outubro pela Create Space – não deu certo, já que não consegui me entender com o sistema e ele sairia mais caro para mim. Minha maior vitória (e objetivo alcançado!) foi ter concluído Os Olhos de Ravena – que, no atual momento, está aguardando pacientemente sua vez de ser revisado. Fora isso, 2014 foi um ano sem muitas novidades literárias. Mas, pela forma como as coisas estão caminhando, 2015 será diferente. Bem diferente.
Para começo de história: Outubro vai ser relançado, sim! Em março de 2015, iniciarei as vendas do livro aqui no blog e, possivelmente, ele só poderá ser comprado diretamente comigo e por aqui (postarei mais informações em fevereiro, fiquem tranquilos). A capa nova e a diagramação (que se mantém a mesma da edição anterior) ficaram a cargo da Marina Avila. A laminação do livro será fosca e ele irá sem orelhas, no tamanho 16×23! A primeira tiragem será pequena, de apenas cinquenta livros, então fiquem atentos para não perderem o seu exemplar! :)
Sobre Yume, o futuro do livro ainda está sendo traçado. Acredito que vocês tenham percebido que ele está fora da Amazon há alguns meses, mas acreditem: não foi sem razão. Yume ainda será lançado pela Wish, mesmo que, no momento, não possamos prever uma data. Temos muitos planos bacanas, porém estamos nos organizando com calma para tornar cada uma dessas ideias em material palpável! Não percam os próximos episódios!
Sobre Os Olhos de Ravena, estarei o revisando durante 2015 (se der certo, ainda nessas férias)! Minha pretensão é ter o livro pronto até metade do ano, mas não posso dizer mais nada além disso. Meu objetivo, como deu para perceber, é trazer meus dois primeiros trabalhos para o mercado mais uma vez. Peço calma, apenas, que um dia esse livro sai <3
E no mais, preparem-se, porque eu e a Juliana Rabelo tentaremos conquistar o mundo também em 2015!  Ainda nessa semana, iremos nos reunir para matar a saudade e comer pão de queijo <3 decidir alguns projetos que deverão vir à tona ainda em janeiro. Tem muita coisa boa, galera!

(é assim que os pedidos de casamento acontecem…)

É basicamente isso que eu gostaria de passar a vocês. Estou trabalhando para tornar real cada uma dessas metas. Vamos torcer para que tudo dê certo! :)