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[Filmes] Homem Formiga é sua estreia de Golias

Na quinta-feira passada, tivemos a estreia de mais um personagem da MARVEL nos cinemas mundiais. Homem-Formiga (Ant-Man, 2015) foi mais uma das apostas arriscadas (lembrando que Guardiões da Galáxias também era visto assim) do estúdio no meio cinematográfico. Ora, trata-se de um dos personagens menos conhecidos da editora e que não conseguiu segurar uma grande história em seus arcos! Porém, tentar nunca é demais…

Quando o trailer foi lançado, era confuso, misturando cenas de comédia, drama e ação que não se encaixavam e forçavam uma união. Não dava para criar muitas expectativas com o material de divulgação.
Não sei se todos que foram ou vão ver o filme sabem, mas o Hank Pym, o primeiro Homem-Formiga, é um dos fundadores dos Vingadores nos quadrinhos. No filme, porém, Pym, interpretado pelo velho conhecido Michael Douglas (que retorna com força ao cinema), já está aposentado de seus atos heroicos como Homem-Formiga. Scott Lang, vivido por Paul Rudd, acabou de sair da prisão e foi chamado por Pym para receber o manto do Formiga e acabar com o plano de um CEO ( Corey Stoll) de criar um traje parecido. Além da filha de Pym, Hope (Evangeline Lilly), temos também Luis (Micheal Peña), amigo de Scott que coloco como uns do melhores personagens do filme. Luis é parte do alívio cômico, junto ao Scott, e faz um ótimo papel como coadjuvante.

A atuação de Rudd é cômica como o esperado. Os poderes do Homem-Formiga no filme são bem trabalhados, e você percebe como o traje é essencial ao personagem, atuando na capacidade de encolher e aumentar. Outro ponto bacana é a relação que se forma entre as formigas e o protagonista, pois o herói aqui se transforma em líder para as pequenas. A participação das formigas no filme são as armas do próprio herói, pois o suporte que elas lhe dão são essenciais.
Além da transição entre macro e micro, o longa traz um pano de fundo com teor bastante emocional, onde temos dois pais e duas filhas que precisam se entender de alguma forma. Outro ponto alto é a batalha final, que não precisou de uma cidade destruída para chamar a atenção e impactar (a batalha no trenzinho é fenomenal!)

Como em todo filme desse universo, espera-se que haja referências aos outros personagens. E, bom, acontece. Não vou listar porque pode perder a graça para alguns, mas são simples e estão lá. Basta conhecer um pouco sobre as produções da Marvel.

Homem-Formiga está entregue. As cenas de ação são ótimas, os personagens estão bem encaixados com seus atores, a qualidade gráfica está, ó: foda. Esse filme acertou, e a Marvel provou que suas apostas tem sido corretas. Que venham mais sucessos! A gente só ganha <3

 

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[Filmes] “I know you I walked with you once upon a dream”

E eis que depois de muita espera, muita ansiedade gerada por trailers fenomenais, pôsteres e teasers capazes de te fazer desmaiar, Malévola estreou nessa última quinta feira, 29/05. Ao contrário da expectativa que o longa causou (mérito à Disney e a excepcional divulgação que foi feita. Sério, eu me arrepiava horrores com os vídeos lançados na página oficial do estúdio), saí do cinema com uma sensação de incompletude. Satisfeita sim, pois há vários pontos no longa que me agradaram bastante e gostei demais da forma como alguns fatos foram construídos e trabalhados, mas não é a primeira vez que vejo a uma mega produção do gênero e sinto que faltou algo para tornar o trabalho ainda melhor.
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[Filmes] O Espetacular Dr. Manhattan: A ameaça do Aranha

Bem, eu não queria ir ao cinema ver o novo filme do Aranha, mas, por conta do destino, minha namorada e eu acabamos indo conferir a película. Já tinha escutado sobre o filme, e a maioria das críticas eram: o filme não está bom, não precisava colocar mais de um vilão, as cenas foram mal aproveitadas, dente outras. Acabamos conferindo a versão dublada, e a experiência não foi nada boa.
Pois bem, o filme é dirigido por Marc Webb, que para quem não sabe ou não lembra, foi diretor de 500 Dias com Ela (um ótimo filme, por sinal), e conta a sequência do reboot do Homem-Aranha nos cinemas mundiais. Temos uma ótima qualidade nos efeitos, filmado no formato 35mm. As cenas dos saltos, das lançadas de teias entre os prédios estão fantásticas, mesmo. O que é bom para O Espetacular Homem-Aranha: A Ameaça de Electro. Isso não quer dizer que o filme vai agradar a todos os gostos, mas sem dúvidas, temos uma estética plausível.


Fazendo um pequeno resumo do filme, temos um Peter Parker (protagonizado por Andrew Garfield) mais solto em seu alter-ego Homem-Aranha. Ele ainda namora com Gwen Stacy (Emma Stone), mas vive no dilema entre terminar o namoro ou continuar com seu grande amor, por conta do fantasma do pai de Gwen, que o ainda assombra. Peter se sente culpado pela morte do Capitão Stacy e ainda está à procura de alguma informação que leve ao desaparecimento de seus pais. Nesse contexto, temos o retorno de um velho amigo de Peter, Harry Osborn (interpretado pelo Dane DeHann), como herdeiro da Oscorp e o surgimento de um novo vilão, alucinado e com problemas de relacionamento social, Electro (Jaime Foxx).


O legal desse Aranha é que vemos aquele Homem-Aranha “engraçadão” e piadista das hqs. As cenas entre Peter e Gwen são ótimas. A dinâmica entre os dois atores é plausível, foi ótimo ver a química que há entre eles, o que não rola tanto com Jamie Foxx. Electro é desenvolvido aos poucos. Temos Foxx, que considero um puta ator, no papel de Max Dillon, mas este fica meio perdido na trama, pois acabou não engatando na construção de Electro. Porém, me surpreendi com o personagem na sua transformação em, como todos dizem… Dr. Manhattan. Esse é um dos problemas de se trabalhar com uma linha de roteiro onde há vários caminhos e é isso que vemos no filme. Mesmo tendo um pôster muito legal, vemos apenas uma nota introdutória de Rino (Paul Giamatti ganhando o seu belo dinheiro) e uma apresentação diferenciada de Harry como Duende Verde. Outro ponto negativo foi a falta de explicação para a doença de Harry. Terminamos o filme sem compreender o que realmente o afeta e como isso se manifesta em seu corpo.


As cenas de lutas estão boas, mas em muitas tomadas vemos pouca empolgação nas cenas. A luta de Electro com o Aranha é boa, mas não empolga ao ponto de você ficar: “caraleo, que massa!” Um ponto legal foi a questão do neon na luta, dando um ar mais “electric style” nas habilidades do Electro. Sobre o Duende (Dane DeHan), o ator é até bom, mas o personagem dele não. Errou na tonalidade. Errou na caracterização. Não consigo nem comparar com o antigo, Willem Dafoe, que estava estonteante.

Pontos positivos: Peter e Gwen; Estética da película; Presença cativante e bem humorada do Homem-Aranha; Caracterização do Electro e Boas cenas de lutas.
Pontos Negativos: Falta de bons diálogos; Roteiro; Trilha sonora; Caracterização do Duende Verde.

Vá ao cinema, mas não espere nada épico.

Filmes, Literatura, Livros

[Filmes] Jogos Vorazes – Em Chamas

Eis que, após longos meses de muita ansiedade e espera, finalmente pudemos assistir ao segundo filme da trilogia Jogos Vorazes: Em Chamas. E, ainda em êxtase, eu (comentários em azul) e a Sarah Fortes (comentários em rosa) resolvemos fazer uma resenha dupla do longa.

OBS: Esse post poderá conter spoilers sobre o livro. Portanto, se você ainda não o leu, é aconselhável que pare a sua leitura aqui.

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