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Literatura, Livros, Resenhas

[Resenha] Golem e o Gênio – Helene Wecker

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Golem e o Gênio (DarkSide, 2015), como o próprio título denuncia, narra a história dessas duas criaturas mágicas que se encontram ao acaso numa Nova York do início do século XX. De um lado, temos Chava, a Golem, uma mulher feita de barro que foi criada para ser a esposa de um jovem alemão que está tentando a sorte na América. No entanto, após um determinado acontecimento, a Golem aporta sozinha nos Estados Unidos, sem ter a quem recorrer.

Do outro lado, temos Amhad, o gênio, essa criatura de fogo e espírito livre que, depois de mil anos preso dentro de um jarro de azeite, se vê livre na América dos anos 1890. Libertado por um latoeiro, o gênio se vê trancafiado em sua forma humana, sem qualquer chance de se libertar ou memórias que possam lhe explicar o que aconteceu.

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Literatura, Livros, Resenhas

[Resenha] Bling Ring: A gangue de Hollywood – Nancy Jo Sales

Entre 2008 e 2009, as residências de Lindsay Lohan, Orlando Bloom, Paris Hilton e diversas outras celebridades foram invadidas e saqueadas. Os ladrões, um grupo de jovens criados em um endinheirado subúrbio de Los Angeles, levaram o equivalente a 3 milhões de dólares em joias, dinheiro e artigos de grife, como relógios Rolex, bolsas Louis Vuitton, perfumes Chanel e jaquetas Diane von Furstenberg. As notícias surpreendentes sobre o caso chocaram Hollywood e intrigaram o mundo. Por que esses garotos, que em nada correspondiam à tradicional imagem dos bandidos, realizaram crimes tão ousados?

A jornalista Nancy Jo Sales entrevistou todos os envolvidos, incluindo os pais e os advogados dos jovens, e até mesmo as celebridades que sofreram os assaltos. Em Bling Ring: a gangue de Hollywood, ela apresenta todos os detalhes de uma das quadrilhas mais audaciosas de nossos tempos. A história real também inspirou o filme de Sofia Coppola, estrelado por Emma Watson.

Demorei um pouco para escrever essa resenha por causa de compromissos e deveres acadêmicos. Faz algum tempo que li Bling Ring, a Gangue de Hollywood (Instrínseca, 2013), mas a leitura ainda está pulsante na minha cabeça, e o livro, cheio de marcações coloridas nas partes que mais mexeram comigo. É lendo um relato como o de Nancy Jo Sales que a gente percebe a mentalidade doentia da nossa sociedade, que a gente nota que as coisas estão fora dos eixos há muito tempo. Tenho uma tese de que já vivemos distopias profetizadas por autores como George Owell e Aldous Huxley – apenas não percebemos.
Mas não vou me antecipar. A história da Bling Ring é conhecida e não há surpresas ou spoilers em narrá-la aqui: seis jovens americanos de classe média alta assaltaram casas de celebridades de Hollywood (como Paris Hilton, Orlando Bloom e Lindsay Lohan) entre 2008 e 2009 (jovens que, na época, tinham quase a mesma idade que eu), à caça principalmente de roupas e acessórios de marca. Os furtos seguiam um padrão simples e chegava até a ser impressionante a demora para os garotos da quadrilha serem pegos. A grande questão, porém, não foi a genialidade criminosa dos adolescentes: por que aqueles meninos e meninas, que tinham uma boa condição financeira, estavam envolvidos em uma situação daquelas? O que os motivava a agir de tal forma?

Talvez, refleti, os jovens da Bling Ring sentissem que bastava entrar na casa das estrelas porque essas estrelas não emitiam mais brilho algum. Talvez a Bling Ring, apesar de toda a frivolidade, representasse o início de uma reviravolta no relacionamento que os Estados Unidos mantinham com as celebridades.

P. 92

Li muitas críticas negativas ao livro, e creio que a razão para isso foi o fato de que as pessoas não sabiam de que se tratava de um livro jornalístico. A despeito das considerações que me deparei (“livro chato”, “enfadonho”), considerei o trabalho de Jo Sales muito bem fundamentado e elaborado. A intenção do livro – que anteriormente foi um artigo para a revista Vanity Fair, The Suspects Wore Louboutins – não era apenas narrar o desenrolar de uma história sobre um crime, mas também compreender as razões – externas e internas – que levaram os garotos a roubarem pessoas ricas e famosas. Para tanto, Jo Sales faz abordagens sobre a história dos Estados Unidos, traça um perfil dos adolescentes americanos (suas pretensões, seus sonhos, suas referências), usa literatura para fundamentar suas teses e desenha um retrato da sociedade estadunidense. O resultado não é bonito e, o mais triste, não é exclusivo dos Estados Unidos. Afinal, é muito comum conhecermos pessoas obcecadas por fama, dinheiro, celebridades, realitys shows, que dão alma e sangue para obter os almejados quinze minutos de fama.
E é nesse contexto que encontramos os garotos da Bling Ring. Obcecados por festas, criados em Hollywood; eles idolatram estrelas, marcas, estilos.  Usando roupas de celebridades, eles ser sentiam como uma de fato. Trajando-se com Prada, Chanel, Victor Hugo e marcas afins, eles faziam parte de um estilo de vida cheio de glamour, alcançavam o desejo de serem tão altos e intocáveis quanto os famosos que admiravam. Os adolescentes são um retrato perfeito – e triste – da sociedade deturpada que se originou da busca incansável pela fama, pelo sucesso financeiro. Alguns (como Alexis Neiers, uma membro do grupo que, a meu ver, é a caricatura perfeita da pessoa desesperada para ser conhecida) conseguiram, inclusive, seu próprio reality show em meio a toda a polêmica do caso.

Quero me sentir como eles parecem ser – disse Rubenstein – e, se eu tiver o que eles têm, então serei um deles. Se puder vestir o que eles vestem, meus problemas vão desaparecer, meu sofrimento vai sumir…

P. 65

O livro é dividido em três partes, cada uma abordando o caso de uma maneira diferente. Na primeira, nos deparamos com uma visão geral sobre o crime e, principalmente, com o retrato dos integrantes da Bling Ring e com as análises que Nancy Jo Sales faz sobre o assunto. Foi a parte que mais me cativou e que tinha os melhores quotes. Na segunda, conhecemos melhor as vítimas dos assaltos e a forma como as invasões às casas e os roubos foram feitos (é importante salientar aqui a participação de Nick Prugo, já que, de todos os integrantes da Bling Ring, ele foi o único que se mostrou disposto a colaborar com a polícia e a confessar seus crimes). Na terceira e última, temos o desfecho com um relato sobre as investigações e o decorrer dos processos judiciais (como não gosto muito de leis, essa foi a parte que menos me atraiu). Ao fim do livro, temos uma vaga noção de como os garotos estão – se cumprem penas, o que fazem das suas vidas, coisas do gênero – e a reflexão: o que está acontecendo com os adolescentes dessa geração?
Bling Ring: a gangue de Hollywood é uma leitura que, embora complicada aos que não são acostumados com esse gênero, considero essencial e edificante. É o tipo de livro que vai te fazer enxergar de maneira mais clara as razões para que as pessoas sejam tão obcecadas pela fama, pelo passageiro e pelo fútil, e como isso é pernicioso para a convivência social e para a própria realização pessoal. Ao final da leitura, é praticamente impossível não se sentir enjoado com a atual deturpação de valores – a questão que fica, porém, é: conseguiremos mudar alguma coisa desse panorama ou seremos consumidos por ele?

Fiquem com o tema do filme de Sofia Coppola, baseado no livro:

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[Resenha] O Teorema Katherine, John Green

Após seu mais recente e traumático pé na bunda – o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine – Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam.
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

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[Resenha] Lola e o Garoto da Casa ao Lado – Stephanie Perkins

A designer-revelação Lola Nolan não acredita em moda… ela acredita em trajes. Quanto mais expressiva for a roupa — mais brilhante, mais divertida, mais selvagem — melhor. Mas apesar de o estilo de Lola ser ultrajante, ela é uma filha e amiga dedicada com grandes planos para o futuro. E tudo está muito perfeito (até mesmo com seu namorado roqueiro gostoso) até os gêmeos Bell, Calliope e Cricket, voltarem ao seu bairro. Quando Cricket — um inventor habilidoso — sai da sombra de sua irmã gêmea e volta para a vida de Lola, ela finalmente precisa conciliar uma vida de sentimentos pelo garoto da porta ao lado.

O meu interesse por Lola surgiu, primeiramente, por causa da capa. Preciso confessar que achei uma verdadeira gracinha a menina de cabelo bicolor e olhos gigantes, que mais lembrava uma boneca tamanho GG, com a cabeça encostada no ombro do rapaz. É uma imagem bem delicada, o que muito me agradou.
E, no meu aniversário passado, uma amiga me presenteou com o livro. Li-o em apenas quatro dias, para aliviar a cabeça cheia de teoremas linguísticos e literários.
O livro narra a história de Lola, uma adolescente de estilo incomum e irreverente que namora um cara cinco anos mais velho, tem pais gays e um grande trauma. Seus maiores desejos são ir ao baile de formatura vestida à Maria Antonieta, ter o seu relacionamento aceito pela família e nunca mais ver os gêmeos Bell. Porém, com o decorrer das páginas, parece que alguns de seus desejos estão bem difíceis de se realizar.
A escrita do livro e simples e juvenil e a história, leve e divertida, embora eu não tenha recebido o enredo com tanta empolgação. Apesar do seu estilo peculiar, Lola não foi uma personagem que me cativou. Acredito que a autora poderia ter trabalhado também outras características da personagem que não fossem apenas os seus medos e anseios amorosos. Cricket também não foi um personagem que me impressionou, ainda que eu tenha gostado do seu perfil. Quem realmente ganhou minha afeição foram os pais de Lola, Andy e Nathan, todos cheios de cuidados. Gostei mais ainda de Andy e imaginei como seria gostoso comer um de seus bolinhos.
A surpresa maior foi ver os personagens de Anna e o Beijo Francês como coadjuvantes no livro. Eu ainda não li o primeiro trabalho de Perkins e preciso admitir que fiquei curiosa para conhecer a história de Anna e St. Clair (que ganhou totalmente o meu coração!).
Apesar da história de Lola não ter me cativado tanto, ela veio no momento certo. Porque, para aliviar os estresses de um final de semestre da faculdade, nada melhor do que ler uma história de amor cheia de altos e baixos, com uma protagonista indecisa e que vive se metendo em encrenca.

Outubro, Resenhas

[Outubro] Novas resenhas e sorteio

Na quarta feira, as primeiras resenhas de Outubro saíram! Aos que não conferiram, é só clicar na imagem que será imediatamente redirecionado para as páginas :)

Resenha no Kakau com Limão

 

Resenha no Sobre Livros

E, para completar a onda de boas novidades, em comemoração ao um mês do lançamento de Outubro, vou sortear um livro + brinde + marcadores! Para participar, é bem simples. Eis as regras:
a) Comentar este post
b) Seguir a página no facebook (link aqui)
c) Preencher o formulário abaixo.

 

Tudo pronto? O sorteio acontecerá no dia 28 de fevereiro, às 21:00h. O vencedor terá dois dias para entrar em contato. Caso contrário, o sorteio será refeito.
Ansiosos? :)

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[Resenha] A Última Princesa – Fábio Yabu (Galera Record)

Banida de seu lar por um feiticeiro, a Última Princesa de um reino encantado acabou esquecida pelo próprio povo e passa os dias sofrendo com as saudades da terra natal. Mas um novo mundo lhe é apresentado pelo misterioso inventor Alberto, que tem a pretensão de construir uma máquina mágica. Por meio dela a princesa poderá ter a chance de se libertar da maldição, se também for capaz de enfrentar seus medos.

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